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Movimento Acorda Brasil

Caminhada pela anistia chega ao Paraná como ato apartidário contra “ditadura da toga”

Caminhada pela anistia tem largada oficial no Paraná neste sábado (14), liderada pelo movimento Acorda Brasil.
Caminhada pela anistia tem largada oficial no Paraná neste sábado (14), liderada pelo movimento Acorda Brasil. (Foto: Debora Renauer de Oliveira/Ascom Deputado Tito Barichello)

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A caminhada em defesa da anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) entra em nova etapa neste sábado (13) com a largada oficial do Acorda Brasil Paraná. O movimento reúne críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à chamada "ditadura da toga".

A etapa paranaense será liderada pelo deputado estadual Delegado Tito Barichello (União Brasil) e pela jornalista e pré-candidata ao Senado Cristina Graeml (União Brasil), que anunciaram a mobilização durante o feriado de Carnaval.

A concentração está marcada para as 8h, na ponte sobre o rio Saí-Guaçu, em balneário Coroados, na divisa entre Santa Catarina e Paraná. O grupo deve percorrer cerca de 180 quilômetros em território paranaense, com previsão de chegada à divisa com São Paulo na quinta-feira (19).

Movimento começou no RS e incorporou pautas para 2026

A mobilização no Sul foi inspirada na “Caminhada da Liberdade”, idealizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que percorreu mais de 250 quilômetros entre Minas Gerais e Brasília.

No Rio Grande do Sul, a versão sulista do movimento foi iniciada pelo deputado estadual Capitão Martim (Republicanos), com trajeto de quase 200 quilômetros entre Porto Alegre e a divisa com Santa Catarina. No estado catarinense, a coordenação ficou a cargo do deputado estadual Sargento Lima (PL), em percurso entre Joinville e Itapoá, no limite com o Paraná.

Além da defesa da anistia aos condenados pelo 8 de janeiro e da revogação do veto presidencial ao chamado PL da Dosimetria, o movimento passou a incorporar pautas da direita para as eleições de 2026, especialmente a renovação do Senado. Lideranças ligadas ao ato defendem a formação de maioria conservadora na Casa, com possibilidade de avançar em propostas como pedidos de impeachment de ministros do STF.

Também fazem parte do discurso reivindicações relacionadas à segurança pública, liberdade econômica e redução da carga tributária nos estados.

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Entrega de bandeiras marcou chegada ao Paraná

Na divisa entre Santa Catarina e Paraná, houve a entrega simbólica das bandeiras do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, do Paraná e do Brasil às lideranças paranaenses, entre elas o Delegado Tito e a vereadora de Curitiba Delegada Tatiana Guzella (União Brasil).

Segundo Cristina Graeml, o Acorda Brasil Paraná não é um movimento partidário, mas de consciência política. "Essa é uma caminhada por liberdade, não é de partido político, não é de ideologia, é dos brasileiros que não aceitam ver pessoas inocentes sendo presas por perseguição política", afirmou em convite postado em suas redes sociais.

Percurso da caminhada no Paraná inclui litoral e Serra do Mar

O trajeto no Paraná começa pelo litoral, em Balneário Coroados, em direção ao Ferry Boat em Guaratuba. Passa por Caiobá, no município de Matinhos, pela Praia de Leste, em Pontal do Paraná, por Paranaguá e Morretes.

Por questões de segurança, a subida da Serra do Mar não será feita a pé, mas o trecho será percorrido com apoio logístico de motociclistas e carros antigos "patriotas" pela Estrada da Graciosa, na Quarta-feira de Cinzas (18).

O grupo seguirá a caminhada pela BR-116 em direção à divisa com São Paulo. O encerramento da etapa paranaense prevê nova entrega simbólica de bandeiras a lideranças paulistas. No dia 1º de março, um ato na avenida Paulista dará continuidade ao movimento, pedindo o impeachment dos ministros do STF.

"Nós não podemos mais aturar as barbaridades que estamos vendo, esse escândalo do Banco Master que envolve o ministro Dias Toffoli, que envolve outros ministros desse atual governo. Isso é um tapa na cara de cada um de nós, brasileiros de bem", afirmou o deputado estadual Tomé Abduch (Republicanos), em postagem nas redes sociais.

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