i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?
Coronavírus

No topo do ranking de mortalidade, Campo Mourão endurece contra circulação de pessoas

  • 14/04/2020 15:52
No topo do ranking de mortalidade, Campo Mourão endurece contra circulação de pessoas
| Foto: Divulgação/Prefeitura

Com uma população de apenas 95 mil habitantes e quatro mortes já registradas por Covid-19, Campo Mourão, no Centro-Oeste do estado, foi destaque negativo no último boletim epidemiológico do coronavírus divulgado pelo Ministério da Saúde no dia 11 de abril. Considerando o número de óbitos por regional de saúde, o Ministério apontou a 11ª regional de saúde do Paraná, que abrange Campo Mourão e outros 19 municípios, como a 5ª com maior índice de mortalidade do país, com 12 mortes para cada 1 milhão de habitantes, situação que levou o prefeito da cidade, Tauillo Tezelli, a ampliar o decreto municipal com as medidas de isolamento social na cidade.

RECEBA as notícias do Paraná no WhatsApp

A 11ª regional de saúde tem uma população de 331 mil habitantes. Na data do último boletim do Ministério, eram contabilizadas, na região, apenas as quatro mortes de Campo Mourão. Depois disso, ocorreu um óbito em Campina da Lagoa e um em Iretama, o que eleva o índice da região para 18 mortes por milhão. Considerando apenas o município, o índice é de 42 mortes por milhão. No boletim do dia 11, só as regiões de São Paulo, 1ª Região de Fortaleza, Vales do Rio Negro e Solimões (no Amazonas) e Franco da Rocha (SP) apresentavam índice superior à da região de Campo Mourão.

Por conta deste índice, desde a última segunda-feira, é obrigatório o uso de máscaras por toda a população em circulação em vias e espaços públicos e mercados e supermercados estão proibidos de vender eletrodomésticos, eletroeletrônicos e artigos de vestuário, entre outros, tendo seu funcionamento limitado ao comércio de produtos alimentícios, de higiene e limpeza. Hotéis e similares também estão proibidos de aceitarem novos hóspedes de outras cidades.

“A gente tem apoio da população nas medidas, a maioria concorda que esse é o caminho necessário, no entanto, nem todas estão fazendo a sua parte. Estão circulando, recebendo visitas, indo ao supermercado sem real necessidade, achando que estas movimentações são mínimas”, relata o secretário de saúde do município, Sergio Henrique dos Santos. Ele conta que a prefeitura vem recebendo grande pressão de empresários contra as regras de restrição, mas baseia sua posição em recomendações das autoridades de saúde. “A pressão do setor econômico é grande, recebemos carta das entidades comerciais e industriais pedindo a reabertura. Mas, ao mesmo tempo, o Ministério Público recomendou que a reabertura ocorra apenas com embasamento científico. E nosso comitê de crise, formado por profissionais de saúde, entende que ainda não é o momento. Estamos administrando a pressão dos dois lados, entre a cruz e a espada”. diz.

O secretário reconhece que o índice de mortalidade na cidade é preocupante, mas destaca que as medidas de contenção vêm dando resultado. “O nosso índice é bem alto, 4 para 100 mil habitantes é bem fora da curva. Por isso renovamos e, até endurecemos o decreto municipal para prevenção. Mas estamos há 10 dias sem ninguém novo entrar em UTI. Nosso grande fluxo foi entre 19 de março e 03 de abril, quando ocorreram os quatro óbitos. Depois disso não teve mais ingresso. Temos seis pacientes em UTI, sendo que dois são de um município vizinho, Araruna. E temos mais dois pacientes em enfermaria”, relata. “Nossa estrutura é de 15 leitos de UTI exclusivos para Covid (10 SUS e 5 convênios) e 25 leitos de enfermaria, com apenas três ocupados. Estamos abaixo dos 50% da estrutura hospitalar, por enquanto, está de acordo, o que preocupa, mesmo foi esse índice de positivos e de mortalidade. E, no entendimento da equipe, a contaminação comunitária está instalada na cidade”, comenta.

Diante da situação local, Campo Mourão recebeu uma remessa extra de testes laboratoriais “Testamos mais de 150 pessoas nos últimos três dias. Só ontem tivemos 69 negativados, principalmente em profissionais de Saúde, da Santa Casa, da UPA e do Samu. Agora, chegarão os testes rápidos, que serão importantes, porque conseguiremos fazer um bloqueio dos positivos muito mais rápido”, diz o secretário.

Atenção a Campo Mourão e Maringá

O alto índice de mortalidade em Campo Mourão chamou a atenção da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), que enviou, no último sábado, uma equipe para a cidade. “Mesmo o Paraná puxando para baixo o coeficiente de incidência (o estado tem 59 casas para cada 1 milhão de habitantes, enquanto a média nacional é de 98), quando a gente olha as regionais de Campo Mourão e Maringá, nós nos assustamos. Então, estamos com todos os nossos olhares para essas duas grandes regiões. Para entender o que está acontecendo lá, uma equipe esteve na região no sábado para analisar os serviços”, conta a diretora de Vigilância e Atenção em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes. “Vimos, ali, uma dificuldade no manejo clínico, na atenção a esses pacientes graves. A avaliação é que a estrutura da Santa Casa tem condições, tem a infraestrutura necessária, mas vamos investir na capacitação dos profissionais, principalmente médicos e enfermeiros, para discutir detalhes da atenção: em que momento está entubando, se está ou não entrando com a cloroquina e quando. Todos os passos para podermos entender acompanhar e evitar mais mortes. E, mais importante, ainda, o trabalho da vigilância. Ver os contatos dos casos positivos, separar e isolar os com sintomatologia, para tentar controlar a contaminação”, acrescenta. A regional de Maringá tem, até esta terça-feira, 39 casos e seis mortes.

Além da relação de morte pelo número de habitantes, a diretora da Sesa chama atenção para a mortalidade em relação ao número de casos em Campo Mourão. “Se comparar com Curitiba, por exemplo, que foi por onde começou a contaminação no Paraná, que tem uma circulação maior de pessoas, grande contingente populacional, tem 302 casos com sete óbitos e lá tem 21 casos com quatro óbitos. Não tem parâmetro, isso está muito fora da curva, precisamos tomar providências”, disse, defendendo as medidas da prefeitura que classificou como “distanciamento social ampliado”.

3 COMENTÁRIOSDeixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]

Receba Nossas Notícias

Receba nossas newsletters

Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

Receba nossas notícias no celular

WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Comentários [ 3 ]

O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Política de Privacidade.

  • E

    EDUARDO SABEDOTTI BREDA

    ± 1 dias

    Sr. prefeito de Campo Mourão, explica uma coisa: a regional de saúde fechou a cidade por conta de 4 mortes pela covid-19, mas nada parecido foi feito ante as 13 mortes e 10.976 casos de dengue na mesma regional, conforme dados do boletim da SESA/PR de 14/04/2020. Vossa Excelência consegue explicar isso, por gentileza?

    Denunciar abuso

    A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

    Qual é o problema nesse comentário?

    Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

    Confira os Termos de Uso

    • G

      Gregório

      ± 2 dias

      "mercados e supermercados estão proibidos de vender eletrodomésticos, eletroeletrônicos e artigos de vestuário, entre outros". Gostaria de saber de que mente iluminada e privilegiada saiu essa ideia! Imaginem a situação: o sujeito vai num mercado comprar uns alimentos e quer aproveitar para levar uma cueca, nesse momento surge do nada O ESTADO TOTALITÁRIO e diz: "a cueca, não"...

      Denunciar abuso

      A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

      Qual é o problema nesse comentário?

      Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

      Confira os Termos de Uso

      • S

        sebastião orlando machado

        ± 2 dias

        Estranho que em outras regiões com numero de casos semelhantes não tenha havido tantos hobitos. Será que a deficiencia não estaria na forma como estão tratando os inefectados?? Virou praxe culpar a circulação das pessoas pelas mortesque não conseguem evitar.

        Denunciar abuso

        A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

        Qual é o problema nesse comentário?

        Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

        Confira os Termos de Uso

        Fim dos comentários.