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Curitiba

Cirurgia injeta medicamento experimental na medula de jovem que ficou paraplégica

Ana Beatriz Cruz passou por cirurgia com uso de polilamina em Curitiba
Substância experimental aplicada em cirurgia busca reverter paralisia após lesão grave. (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)

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A jovem Ana Beatriz Cruz, 22 anos, recebeu a aplicação de polilaminina durante um procedimento cirúrgico realizado na madrugada desta quarta-feira (17), no Hospital do Trabalhador, em Curitiba. A autorização para o uso do medicamento experimental foi concedida na terça-feira (16) e, em seguida, uma operação especial do governo do Paraná garantiu o transporte da dose até a capital.

Ela ficou paraplégica após a queda de um galho de árvore na praça Osório, no centro de Curitiba, no último sábado (13). O acidente provocou fraturas nas vértebras T5 e T6, lesão medular grave e perfuração pulmonar. De acordo com a avaliação médica, o quadro clínico de Ana Beatriz se enquadrava nos critérios exigidos para a participação no estudo experimental realizado no Brasil.

Para viabilizar o tratamento, familiares solicitaram autorização à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e ao laboratório responsável pela pesquisa. Após a liberação, uma aeronave do governo do Paraná buscou o medicamento. A operação incluiu escalas no Rio de Janeiro e em Foz do Iguaçu para transportar a polilaminina e profissionais envolvidos no programa de pesquisa.

Segundo Vanessa Stubinski, mãe de Ana Beatriz, a aplicação teve início pouco depois da meia-noite e foi concluída por volta das 3 horas. A técnica consiste na introdução do medicamento diretamente na medula espinhal. “Ela está bem confiante, a aparência dela está mais suave. Passou a noite sem dores, dormiu bem”, informou.

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Ana Beatriz segue internada no Hospital do Trabalhador. As próximas etapas do tratamento incluem a retirada do dreno utilizado para tratar a perfuração pulmonar causada pelo acidente e, posteriormente, a transferência para uma unidade especializada em reabilitação. Nessa fase, ela iniciará as sessões de fisioterapia e o acompanhamento previsto pelos protocolos do estudo clínico.

Ainda em fase experimental, a polilaminina tem sua eficácia avaliada por pesquisadores. Nos pacientes que já receberam a substância, os primeiros sinais de recuperação motora costumam surgir entre duas e quatro semanas após a aplicação, embora os resultados variem de acordo com cada caso.

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