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Estudo da Comec vai mapear quais melhorias precisam ser implantadas no sistema de transporte da RMC.
Estudo da Comec vai mapear quais melhorias precisam ser implantadas no sistema de transporte da RMC.| Foto: Rodrigo Cunhas / Tribuna do Paraná

Pesquisa encomendada pela Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec) vai indicar quais melhorias precisam ser implantadas no transporte público entre a capital e cidades vizinhas. O estudo encomendado pelo órgão do governo do Paraná começa nessa segunda-feira (13) a ouvir passageiros da Rede Integrada de Transporte (RIT) em 19 cidades nos horários de pico no começo da manhã e no fim da tarde/início da noite.

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"Com o estudo queremos planejar novas conexões, novas integrações para dar mais ganho de tempo aos usuários e atrair mais pessoas para o sistema de transporte coletivo", explica o presidente da Comec, Gilson Santos, em entrevista ao jornal Bom Dia Paraná, da RPC.

A pesquisa na RIT será feita pela Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas (Fepese) junto com o Laboratório de Transporte e Logística da Universidade Federal de Santa Catarina (LabTrans-UFSC). O estudo vai avaliar três condições: atualização do preço da tarifa, mapeamento da origem e destino dos passageiros além de modelagem econômico-financeira do sistema com estabelecimento de cenários futuros.

Segundo Santos, a pesquisa já era para ter sido feita em 2020. Porém, a pandemia do coronavírus impediu o levantamento. Agora, a Comec poderá avaliar o sistema após o impacto da crise sanitária, quando o volume de passageiros chegou a cair para apenas 20% do fluxo normal. Atualmente, com a redução das restrições de prevenção à Covid-19 e a reabertura de diversos setores, o volume está em 60% da capacidade do sistema.

Mesmo com queda no número de passageiros, os terminais e os ônibus intermunicipais registraram lotação de passageiros ao longo da pandemia.

"Os passageiros estão retomando, mas não temos mais o volume de antes da pandemia. Então com a pesquisa teremos um número real da demanda", explica o presidente da Comec. Santos lembra que o preço da passagem não foi alterado mesmo com o volume de usuários tendo despencado nos momentos mais críticos da pandemia.

Isso graças ao subsídio do governo do estado ao sistema. "Estamos há três anos mantendo o custo da passagem. Mas estamos sofrendo grande impacto com essa redução no número de usuários, além do alto custo do combustível e os insumos que também aumentaram consideravelmente", argumenta o presidente da Comec.

Ações de imediato

O estudo está previsto para ser concluído em fevereiro de 2022. Entretanto, a Comec pretende já aplicar algumas ações de ajustes de imediato conforme os resultados do levantamento forem obtidos.

Nesta segunda-feira, começa a etapa do mapeamento de circulação dos passageiros pela rede. Será um mês ouvindo os usuários especificamente para isso. Os pesquisadores vão abordar os passageiros nos terminais e em pontos de ônibus para identificar origem, destino, conexões e interesses do usuário.

“O estudo vai mapear com precisão de onde as pessoas estão vindo e para onde elas estão indo, e ainda, se utilizam outros meios de transporte além do ônibus. Com estas informações, além do ajuste da nossa operação, podemos planejar novas linhas e conexões", enfatiza Santos no site da Comec.

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