
O Hub de IA do Senai Paraná impulsiona a modernização do campo com tecnologias como drones, satélites e robôs de capina. Desde 2019, mais de 600 projetos foram desenvolvidos em Londrina para otimizar a produção de grãos e cereais, garantindo maior eficiência e sustentabilidade para a agroindústria.
O que é o Hub de Inteligência Artificial do Senai e qual seu papel?
É um centro tecnológico criado em Londrina para ajudar indústrias a adotar novas tecnologias. Ele funciona como uma ponte entre a ciência e o mercado, desenvolvendo softwares e sistemas inteligentes sob medida. Além de criar as soluções, o hub forma mão de obra especializada, garantindo que profissionais qualificados operem essas inovações no dia a dia das empresas brasileiras.
Como funciona a capina automatizada para plantações orgânicas?
Trata-se de um robô que usa sensores ópticos para 'enxergar' a plantação. Ele diferencia o que é cultura (como soja ou milho) do que é erva daninha. A máquina passa entre as linhas da lavoura e remove o mato automaticamente, sem precisar de alguém controlando manualmente e, o mais importante, sem usar venenos químicos (herbicidas), o que é essencial para o mercado de alimentos orgânicos.
De que maneira os satélites ajudam na operação dos tratores?
Os tratores modernos utilizam o sistema de GPS e dados de satélite para rodar com piloto automático. Isso permite uma precisão milimétrica nas rotas, evitando que a máquina passe duas vezes pelo mesmo lugar ou deixe falhas no plantio. Com isso, o operador deixa de ser apenas um motorista e vira um supervisor do sistema, focando na qualidade do trabalho em tempo real.
Quais são as vantagens financeiras e ambientais dessas tecnologias?
A precisão evita o desperdício de sementes e fertilizantes, gerando uma economia de até 7% nos custos. No caso da soja orgânica produzida com apoio de IA, a valorização chega a 35% em comparação à soja comum. Ambientalmente, o uso de drones para soltar insetos que combatem pragas naturalmente reduz a necessidade de agrotóxicos, preservando o solo e a qualidade do produto final.
Como as instituições de pesquisa utilizam esses dados inteligentes?
Órgãos como a Embrapa usam a inteligência artificial para analisar o volume gigante de dados vindos do campo. Sistemas de 'deep learning' (um aprendizado profundo das máquinas) processam fotos de satélite para identificar doenças precocemente, prever a produtividade da safra e até classificar a qualidade do solo de forma objetiva, agilizando as decisões logísticas e comerciais das cooperativas.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.








