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Índices avaliados na premiação têm melhorado no decorrer do tempo, sinal da efetividade da disputa entre os suinocultores na busca por bons resultados.
Índices avaliados na premiação têm melhorado no decorrer do tempo, sinal da efetividade da disputa entre os suinocultores na busca por bons resultados.| Foto: Divulgação / Grupo RPF

Pelo terceiro ano seguido, a unidade local do Grupo RPF em Toledo premia os produtores de suínos da região que atingiram os melhores resultados em suas granjas, no oeste do Paraná. O “Oscar da Suinocultura” é concedido em três categorias: produção de leitões, creche e terminação, e acabou se tornando uma forma sadia de competição entre os produtores, que retorna na forma de bons resultados para a empresa e seus integrados.

Segundo o gerente de Fomento e Integração do Grupo RPF da unidade Toledo, Daniel Meltz, a premiação para os vencedores é simbólica, e o que conta entre os produtores é o reconhecimento e o orgulho de fazer parte dos melhores suinocultores da região. “Nós sabemos que eles têm muito orgulho em poder exibir esse reconhecimento. Mas, é claro, estamos avaliando para um futuro próximo melhorarmos essa premiação, com um reconhecimento feito em dinheiro para esses produtores premiados”, revelou.

São cerca de 120 suinocultores integrados à RPF na região de Toledo. “Todos se conhecem, então acaba sendo uma disputa sadia, quase caseira, entre eles”, explicou o gerente. E essa disputa, reforçou Meltz, intensifica a busca por bons resultados – o que acaba por beneficiar não só os suinocultores, mas a empresa como um todo.

“O prêmio anual tem incentivado nossos integrados a buscarem resultados cada vez melhores. O que é muito bom para empresa e também para os produtores, já que a evolução na performance impacta também no resultado financeiro do criador”, explicou.

Veja os detalhes de cada uma das categorias

Todos os meses, os suinocultores são classificados de acordo com as métricas de avaliação de cada uma das categorias. Na primeira delas, a de produção de leitões, são avaliados os produtores que melhor gerenciam os primeiros dias de vida dos animais. É nesta etapa que a leitegada passa os primeiros 28 dias de vida, e ganha quem tiver o melhor índice LEFA (Leitões Desmamados por Fêmea ao Ano).

Em 2021, a melhor marca ficou com a granja Bressan 01, com LEFA de 33,23. Na sequência aparecem as granjas Bressan 02, com um LEFA de 32,68, e a MMKS, com um LEFA de 32,35. Os números são maiores do que os dos premiados em 2019, o que, segundo Meltz, mostra a efetividade da disputa entre os suinocultores na busca por bons resultados. “No primeiro ano do prêmio, o maior LEFA foi de 31,42. Na prática, isso significa praticamente dois leitões a mais por fêmea por ano”, detalhou o gerente.

A segunda faixa de premiação é a creche. O período é tido como um dos mais críticos pelos suinocultores, e envolve o fim do desmame e a introdução da alimentação sólida aos animais. Nesta etapa, os leitões chegam com cerca de 8 kg e saem, cerca de 40 dias depois, com pelo menos 20 kg. Entre as creches, os vencedores foram as granjas Mohr (IEP de 321,86), Passionato (IEP de 316,24) e Bedin 1 (IEP de 313,42).

Por fim, é na terminação que os suínos ganham peso e vão para o abate. Os animais entram nesta fase com pouco mais de dois meses de vida, e a meta é abatê-los após cerca de 114 dias de confinamento com um peso médio entre 100 kg e 120 kg. Os vencedores desta categoria foram as granjas Terezinha (IEP de 435,95), Sanga Perdida (IEP de 428,90) e Niedermeyer (IEP de 418,39).

Nestas duas etapas, a avaliação é feita com base no critério Índice de Eficiência Produtiva (IEP). Esse cálculo leva em conta critérios zootécnicos, como a viabilidade do lote, a conversão alimentar e a quantidade de dias de confinamento, como detalhou o gerente da RPF em Toledo.

“A viabilidade do lote é relacionada à quantidade de animais que esse produtor entregou de volta à empresa em comparação com o lote que ele recebeu. Quanto mais baixa a mortalidade em um determinado lote, melhor. Temos também a conversão alimentar, que representa a relação entre um quilo de ração e um quilo de peso do animal. Nesse índice, quanto menor for essa quantidade, melhor, porque significa que o suíno teve uma engorda mais eficiente com menor quantidade de ração. Por fim, leva-se em conta também a quantidade de dias de alojamento, ou seja, quantos dias aquele animal precisou ficar confinado para cumprir seu ciclo. Aqui também, quanto menor, melhor”, disse Meltz.

Expectativa é voltar com a premiação presencial

Para os próximos anos, a expectativa da empresa é retornar ao modelo da primeira premiação, onde todos os suinocultores participaram de um jantar de celebração, seguido por um animado baile. “Eles foram com suas famílias, foram mais de 400 pessoas, e aproveitaram um grande baile com direito a banda musical, como já é tradição aqui na região. Nos dois anos seguintes suspendemos o evento presencial por conta da pandemia. Esperamos que para a premiação dos lotes de 2022, que deve ser feita no ano que vem, possamos voltar a ter essa bela festa com todos lá comemorando os vencedores”, comentou o gerente.

Dedicação e comprometimento são os segredos dos vencedores

Alaor Bressan foi um dos produtores premiados com o “Oscar da Suinocultura” da RPF. Há quatro décadas à frente da granja que toca em parceria com a família, o produtor explicou de forma simples o segredo do sucesso na criação de suínos. “Herdei esse trabalho do meu pai e passei para os meus filhos. Então se trata, em primeiro lugar, de você gostar do que você faz. O diferencial é trabalhar com amor, carinho e dedicação. É assim que trabalhamos, de manhã até à noite, sempre acompanhando de perto a produção, os números e o desempenho do plantel. Sabemos que é uma missão difícil, mas estamos antenados para melhorar sempre”, contou.

Desses 40 anos de suinocultura, os cinco últimos foram em parceria com o Grupo RPF. Na avaliação de Bressan, a iniciativa da empresa, “confiável, preocupada com o produtor e com o consumidor final”, incentiva os suinocultores a superar as próprias metas. “O prêmio incentiva o produtor a buscar melhorias e superar resultados. E não tem como não falar em resultados porque o agronegócio, assim como qualquer segmento, sobrevive de resultados. Não é fácil bater metas, mas a gente tem que correr atrás”, comentou.

Pelo segundo ano consecutivo, a granja da suinocultora Anelori Mohr foi premiada pelo Grupo RPF. O segredo é baseado na dedicação e no comprometimento de toda a família, que se preocupa com a qualidade de cada animal do plantel. “É importante reconhecer o esforço do suinocultor para a produção de alimentos e geração de renda. Estamos sempre atentos a tudo que acontece na granja, monitorando dados e buscando soluções junto à equipe técnica da empresa”, concluiu Mohr.

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