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Terminal foi um dos nove incluídos no Bloco Sul, arrematado pela CCR em leilão
Terminal foi um dos nove incluídos no Bloco Sul, arrematado pela CCR em leilão| Foto: Geraldo Bubniak/Agência Estadual de Notícias

Qualquer conversa sobre o Aeroporto de Londrina/Governador José Richa, um dos nove terminais do Sul do país arrematados em bloco pela CCR em leilão de concessão realizado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) na semana passada, desperta na cabeça de todo londrinense uma sigla fatal: ILS. A falta desse sistema de aproximação de precisão faz com que o terminal pé-vermelho seja fechado quando há tempo muito ruim e é a principal lacuna a ser resolvida pela concessionária que vai administrar o aeroporto pelos próximos 30 anos.

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O edital prevê investimentos de R$ 273 milhões no Aeroporto de Londrina. A primeira fase de obras, a ser realizada de 2024 a 2035, terá a ampliação da pista dos 1.675 metros atuais para 2,4 mil metros, o que deve incluir o sonhado sistema de aproximação de precisão. Estão previstas também melhorias como construção do novo terminal de passageiros, mudanças no já existente, construção e adequação das pistas de taxiamento.

Bruno Ubiratan, diretor-presidente do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel), autarquia municipal responsável por ações que visem o crescimento econômico da cidade, relata que a prefeitura já possuía um convênio com a Infraero para ampliação do aeroporto - nos últimos anos, foram desapropriados 107 terrenos no entorno para viabilizar as obras.

“Precisamos de agilidade, entendimento da necessidade de modernização, um novo conceito, obras mais rápidas. O Aeroporto de Londrina é um dos poucos do Brasil com possibilidade de crescimento, ele tem área para isso. Por exemplo, pode ser instalado um hub de uma companhia aérea”, destaca.

Segundo Ubiratan, outras possibilidades são estruturas relativas a áreas em que Londrina é referência no interior brasileiro, como um centro médico e um parque tecnológico. “Temos mais de 1,8 mil empresas de tecnologia, a maior densidade de startups do Paraná e a décima do Brasil”, justifica o presidente da Codel.

“Esperamos que a CCR traga bons parceiros para administrar os aeroportos do Sul, como fez em Confins (a empresa opera o terminal da Grande Belo Horizonte em parceria com a Flughafen Zürich AG, operadora que administra o Aeroporto Internacional de Zurique, na Suíça). É uma concessão que vai beneficiar toda a região, que tem 1,2 milhão de habitantes num raio de 100 quilômetros”, acrescenta.

Sociedade Rural cobra fiscalização para obras do Aeroporto de Londrina saírem do papel

Marcia Manfrin, presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), concorda que a concessão do Aeroporto de Londrina é a esperança do setor produtivo para que sejam feitas melhorias reivindicadas há tempos.

“Há muitos anos lutamos pela melhoria do aeroporto, mas tivemos poucos avanços. Ainda não conseguimos, por exemplo, o ILS, que facilitaria pousos e decolagens. Chuva, por aqui, é sinônimo de aeroporto fechado. São problemas que travam os negócios, a economia e o desenvolvimento”, lamenta.

Antônio de Oliveira Sampaio, diretor-presidente da Sociedade Rural do Paraná, cobra atenção para que sejam realizadas as obras estipuladas em edital. “Todo mundo concorda que a região precisa de um bom aeroporto e que ele deve estar nas mãos da iniciativa privada. Agora, o ágio do leilão (1.534% no Bloco Sul) foi tão impressionante que chega a ser preocupante. Para (a concessionária) ter retorno, vai ser uma conta justa. As entidades vão ter que acompanhar para ver se as obras serão levadas a termo. Nós tivemos a experiência da privatização das rodovias, que foi um desastre”, critica.

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