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Gerson Guelman, à direita na foto, comemora com o candidato Osmar Dias a passagem para o segundo turno da eleição ao governo do Paraná, em 2006.
Gerson Guelman, à direita na foto, comemora com o candidato Osmar Dias a passagem para o segundo turno da eleição ao governo do Paraná, em 2006.| Foto: Rodolfo Bührer / Arquivo Gazeta do Povo

Nos últimos 35 anos, ele foi uma figura sempre presente nas eleições majoritárias no Paraná. Participou ativamente da coordenação de campanhas eleitorais de Saul Raiz, Jaime Lerner, Rafael Greca, Cássio Taniguchi, Antonio Belinati, Osmar Dias, Gustavo Fruet e Oriovisto Guimarães, entre outros. Acumulou vitórias acachapantes – como em 1988, na campanha de 12 dias de Jaime Lerner à prefeitura de Curitiba – mas amargou também derrotas “fora do script” – como a tentativa de reeleição de Gustavo Fruet à prefeitura de Curitiba, em 2016, e a perda da corrida ao governo paranaense de Osmar Dias para Roberto Requião, em 2006, com diferença de apenas 10 mil votos.

Mas depois de atuar em 23 campanhas eleitorais, Gerson Guelmann decidiu coordenar a própria candidatura a um mandato eletivo.

Aos 72 anos, Guelmann diz que foi estimulado pelos amigos a buscar uma vaga de vereador em Curitiba. “Há um desejo de mudança, de ter pessoas novas, se não na idade, pelo menos no exercício da função”, diz ele, que revela que uma das primeiras pessoas a quem já pediu voto foi o ex-governador Jaime Lerner. “Ele me disse que já deveria ter feito isso (lançar-se candidato) há muito tempo”. “De certa forma, me preparei para isso a vida toda. Não cogitava ser candidato, mas agora já parece natural. Meu filho me disse: pai, você sempre foi vereador sem ter o cargo. Eu me habituei ao longo da vida a tentar ajudar as pessoas”, resume Guelmann.

Caso seja eleito – deve sair candidato pelo PDT – já escolheu as áreas preferidas de atuação: meio ambiente e população de rua. As opções têm a ver com o histórico na atuação política. Guelmann foi o idealizador de uma das primeiras usinas de reciclagem de lixo do país, em Curitiba, e participou da criação dos programas de Lixo que não é Lixo e troca de lixo por alimentos, também na capital paranaense. Na campanha, tentará aproveitar ao máximo a experiência adquirida em mídias digitais na eleição de Oriovisto Guimarães para o Senado, em 2018. “Estive muito próximo de uma tecnologia que mudou completamente as eleições. Tô aproveitando a rede que montei naquela campanha. Eu sou blogueiro, mergulhei nisso”, assegura.

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