Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Entrevista

“Não tenho plano B”, diz Alexandre Curi sobre disputa ao governo do Paraná

"Tenho dito há muito tempo que eu não tenho plano B. Os cargos de vice e de senador são cargos de grande expressão, mas eu estou há três anos me preparando para esta oportunidade", diz Alexandre Curi, presidente da Alep e pré-candidato ao governo do Paraná.
"Tenho dito há muito tempo que eu não tenho plano B. Os cargos de vice e de senador são cargos de grande expressão, mas eu estou há três anos me preparando para esta oportunidade", diz Alexandre Curi, presidente da Alep e pré-candidato ao governo do Paraná. (Foto: Orlando Kissner/Alep)

Ouça este conteúdo

Herdeiro de uma das linhagens mais tradicionais da política paranaense, o deputado Alexandre Curi (Republicanos) vive o momento de maior expectativa de sua trajetória pública. Pré-candidato ao governo do Paraná, o atual presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) afirma que, caso não vença a eventual disputa, com o apoio do governador Ratinho Junior (PSD-PR), ele abandonaria a carreira como deputado estadual.

Para convencer os eleitores, o neto de Aníbal Khury aposta no que chama de “legado de eficiência e transparência” à frente do Legislativo paranaense. Curi também reforça sua atuação na mediação de crises e na modernização jurídica da Casa, como a criação do Código de Ética.

No tabuleiro político, a movimentação estratégica rumo ao Republicanos, deixando o partido de Ratinho Junior, é explicada não como uma ruptura, e sim como um movimento coordenado com o governador com foco na unidade da base aliada. Curi diz que não trabalha com plano B, caso não seja o escolhido para a disputa estadual. "Os cargos de vice e de senador são cargos de grande expressão, mas eu estou há três anos me preparando para esta oportunidade", responde ele..

As articulações ocorrem enquanto o pré-candidato ao governo paranaense e senador Sergio Moro (PL) concentra a preferência do eleitorado nos diagnósticos de momento. Moro chega a liderar as pesquisas de intenção de voto com 20 pontos percentuais para os demais nomes testados, conforme aponta o instituto AtlasIntel em divulgação do início deste mês. Ao menos três outras sondagens eleitorais feitas em março (institutos Paraná Pesquisas, Neokemp e IRG) confirmam a vantagem de Moro na disputa estadual, até agora.

VEJA TAMBÉM:

Confira a entrevista com Alexandre Curi

Gazeta do Povo: O senhor tem uma carreira longa como deputado e vem de um berço totalmente ligado à vida legislativa, mas seu avô (Anibal Khury, deputado e presidente da Alep por várias gestões) nunca quis sair da Assembleia. Por que decidiu tentar um cargo no Executivo paranaense?

Alexandre Curi: Sempre soube que o meu sobrenome abriria portas, mas ao longo da minha carreira um dos principais objetivos, além de ser um grande parlamentar, era adquirir uma identidade própria e mostrar que eu tinha condições de exercer um grande mandato de deputado. Diferente da vontade do meu avô, apesar de gostar do Legislativo, entendo que, após seis mandatos e de ter 242 leis sancionadas pelo governo do estado, meu ciclo dentro da Assembleia está chegando ao fim. Chegou um momento de dar oportunidade para jovens, para pessoas que querem seguir essa carreira como eu segui. Há mais de três anos estou me preparando para encerrar esse ciclo e poder ser pré-candidato ao governo. Pelo meu trabalho, por conhecer os 399 municípios do Paraná, acho que posso colocar meu nome à disposição. Anuncio aqui que meu ciclo como deputado termina em fevereiro do ano que vem.

Qual será o seu futuro caso não seja eleito?

Uma candidatura ao governo do Paraná não pode ser um projeto individual, não pode ser uma vaidade. É um projeto coletivo, de pensar no estado como prioridade. O trabalho que desenvolvi nos últimos anos e todo conhecimento que adquiri permitem que, mesmo eu não tendo mandato, eu possa continuar contribuindo através de políticas. Mas entendo que minha pré-candidatura representa o que o paranaense espera do governo hoje, que é a continuidade da paz, da harmonia e das políticas públicas como prioridade. Nós estamos vendo o país muito polarizado, com muitas pautas ideológicas e pouco debate do que a população espera. Claro que ninguém entra numa eleição para perder, mas eu sei o tamanho de uma eleição ao governo do Paraná e a importância do cargo. Vencendo, nós vamos manter esse bom ambiente político. Nossa pré-candidatura representa essa pacificação. O Paraná é um dos poucos estados do Brasil em que o presidente da Assembleia e o governador não perdem um minuto brigando.

O senhor deixou o PSD, partido do governador, diante da incerteza sobre seu próprio futuro. Foi isso?

Alexandre Curi: Essa mudança para o Republicanos, que é um partido que defende pautas que eu defendo há muito tempo, foi uma decisão tomada em conjunto com o governador. Nós estamos há alguns meses construindo essa mudança. Claro que, para o grupo político, quanto antes essa decisão for tomada, melhor. Mas eu tenho, junto com o governador, conduzido esse processo para que possa manter essa união. É muito importante para o nosso grupo que a gente possa construir essa unidade e o governador possa escolher não só o melhor candidato para vencer as eleições, mas o melhor candidato para fazer uma grande gestão. E uma grande gestão não se faz sozinho; se faz através de muito diálogo, bons secretários, bons assessores e num bom relacionamento do Legislativo com o Executivo, além de um contato permanente com o setor produtivo. É isso que estamos tentando construir. Minha ida para o Republicanos não muda uma possível decisão do governador sobre minha pré-candidatura, porque fazemos parte do mesmo grupo político.

VEJA TAMBÉM:

A ideia é construir uma base, uma coligação com mais tempo de TV, por exemplo?

Alexandre Curi: Todo esse processo foi conduzido junto com ele (Ratinho Junior). Prova disso é que alguns parlamentares do PSD gostariam de ter ido junto comigo para o Republicanos, mas eu fiz muita questão de dizer a eles que minha saída não era um processo de ruptura, de afastamento. Foi uma mudança conversada com o governador. É uma estratégia importante para que possamos ter ao nosso lado os partidos que estiveram juntos em 2022, partidos que ajudaram na governabilidade e podem ajudar neste processo eleitoral. Essa pacificação do processo eleitoral é muito importante para o nosso grupo. O governador tem ampla aprovação dos paranaenses. Tenho orgulho de fazer parte disso.

Mas o anúncio demorou, não?

Alexandre Curi: Claro que seria muito bom que, antes do prazo, o governador já tivesse anunciado seu candidato. Existe, sim, uma demora nesse anúncio. Mas o mais importante é que, quando esse anúncio vier — e eu não tenho dúvidas de que será nesse mês de abril —, nós estaremos juntos, anunciando o nosso pré-candidato, o pré-candidato a vice-governador e ao Senado. Tudo isso com muita unidade e consistência.

Para um eleitor mais desatento, essa divisão de forças nos partidos mais alinhados à direita, com a sua saída do PSD, pode representar uma divisão de votos, especialmente após a última pesquisa da Neokemp apontar o Moro inclusive com possibilidade de vencer no primeiro turno. Como o senhor analisa esse cenário? Essa divisão de votos não pode levá-los a uma derrota?

Alexandre Curi: Essa divisão de votos não pode ocorrer. É o que eu e o governador estamos defendendo. Eu, há alguns anos, até pensava que o grupo do governador poderia ter dois candidatos: uma candidatura dentro do PSD e uma outra candidatura fora, com o meu nome ou mesmo do (Rafael) Greca (ex-prefeito de Curitiba). Nesse momento, eu entendo que não há mais essa possibilidade. Tem que haver uma unidade. Não temos condições de lançar duas candidaturas dentro do mesmo grupo, pensando numa eventual união em um segundo turno. Estamos postergando esse anúncio para buscar essa unidade e não deixar acontecer isso que você está me dizendo, com uma divisão de votos que favorece o nosso adversário neste caso, que é o senador Sergio Moro. Quero deixar claro que pesquisa eleitoral reflete o momento; ela tem um recall daqueles que são os mais conhecidos, que têm o seu nome mais lembrado, principalmente aqueles que já disputaram uma eleição. Ele é um nome conhecido nacionalmente. Mas nós não nos preocupamos com essas pesquisas porque, como eu disse, refletem apenas o momento.

Em algum cenário o senhor analisa a possibilidade de disputar outro cargo que não o de governador?

Alexandre Curi: Tenho trabalhado com a minha pré-candidatura ao governo e dito há muito tempo que eu não tenho plano B. Os cargos de vice e de senador são cargos de grande expressão, mas eu estou há três anos me preparando para esta oportunidade. A vida toda, aliás, estou me preparando para isso. Acho que nos meus seis mandatos fui muito testado, muito cobrado, o que me deu muita experiência em administração pública, um grande conhecimento dentro do poder e, principalmente, a chance de conhecer o Paraná por inteiro. O que o Sudoeste do Paraná precisa é diferente do que a Região Metropolitana de Curitiba precisa, e é muito diferente do que o Norte Pioneiro precisa. Poucos têm esse conhecimento. Na vida pública não tem salvador da pátria ou super-herói, mas temos que ter bons gestores.

O seu grande triunfo é ter grande apoio dos prefeitos Paraná afora?

Eu acho que isso é um grande capital político e é extremamente importante você ter apoio de mais da metade dos prefeitos do Paraná. Para mim é uma satisfação muito grande, porque é um reconhecimento de um trabalho municipalista que ajudou a transformar essas cidades. Mas o mais importante é ter uma relação próxima com as pessoas, ter essa credibilidade. É a população entender que o Alexandre Curi, sendo governador, não vai perder um minuto do seu tempo brigando com ninguém, debatendo pautas ideológicas.

VEJA TAMBÉM:

Qual é a avaliação da sua gestão como presidente da Assembleia Legislativa do Paraná?

Alexandre Curi: Temos 54 parlamentares com ideias diferentes, formados por ideologias diferentes. Não é fácil você administrar um Poder Legislativo num momento que nós estamos vivendo, em que as pautas ideológicas se sobrepõem às políticas públicas. Como presidente da Casa, tenho que ser o mediador, mas também tenho que evitar excessos. Eu faço uma avaliação muito positiva porque, desde que eu assumi a presidência — e é a primeira vez que eu sou o presidente, e só posso ser cobrado por essa gestão —, eu me comprometi com a defesa de pontos importantes.

O primeiro é a transparência, que afinal é uma obrigação. Quando eu assumi, éramos a sétima Assembleia mais transparente do Brasil, com índice de 55% de transparência. No segundo ano, depois de montar uma comissão que só cuidaria da transparência no Poder Legislativo, saltamos da 7ª para a 4ª (posição), com 95% no índice de transparência. Não fiquei satisfeito e, ano passado, segundo os dados dos tribunais de contas do Brasil, o Ministério Público, Tribunal de Justiça e governos, conquistamos o selo diamante em transparência, atingindo 100% dos 512 itens pesquisados. Não estou aqui pedindo nenhum aplauso e nem elogios, pois transparência é obrigação, mas é uma satisfação grande ver a Assembleia do Paraná, que passou pelas dificuldades no passado, aprendeu com os próprios erros, corrigiu-os, e na minha gestão somos a mais transparente do Brasil. Temos no nosso portal todas as informações disponíveis: nome e sobrenome de servidores, remunerações, contratos, enfim. É dinheiro público, da população. Precisa ser transparente.

Depois é a economia, já que ano passado devolvemos ao governo R$ 620 milhões, ou seja, 49% do nosso orçamento, e recebemos a garantia do governador que esse dinheiro seria reinvestido nas cidades, em projetos importantes para a população. Em terceiro, investimos em inovação, regulamentamos a inteligência artificial. Nosso prédio é inteligente. A sustentabilidade, com a instalação de painéis solares, eliminamos o uso de papel e os desperdícios. E por fim, aproximamos o trabalho dos deputados da população; 82% dos eleitores não lembram em quem votaram nas últimas eleições. Com a Assembleia Itinerante e, mais recentemente, a Assembleia nos Bairros de Curitiba, conseguimos ouvir a população (cerca de 50 mil solicitações) e nos aproximamos dos eleitores.

VEJA TAMBÉM:

Falamos há pouco do eleitor mais desatento, mas o mais atento lembra de ver o seu nome envolvido no caso dos "Diários Secretos", série de reportagens da Gazeta do Povo e da RPC que revelou um dos maiores casos de corrupção do Brasil. Como explicar que seu nome foi envolvido neste caso e hoje o senhor se orgulha de presidir a Assembleia mais transparente do Brasil?

Alexandre Curi: É muito importante essa tua pergunta, porque me dá a chance de repetir que essa é a primeira vez que sou presidente da Assembleia. É por essa gestão que devo ser cobrado e fiscalizado. E acabei de apresentar os números para você. Infelizmente aquele foi um episódio que a gente lamenta, e que envolveu servidores da administração da Assembleia que ingressaram na Casa na década de 1990. Nessa época eu tinha 13 anos; não tenho e nunca tive nenhuma responsabilidade por isso. Mas os "Diários Secretos" foram extremamente importantes para uma mudança de rumo da Assembleia e tiveram um papel fundamental num momento importante, para que nós pudéssemos chegar aqui e eu ouvir de você que saímos dos Diários Secretos para a Assembleia mais transparente do Brasil. Quem é o presidente da Assembleia mais transparente sou eu. Então eu posso ser cobrado por isso. Posso dizer com muita alegria que passamos por uma transformação dura, mas são nos momentos mais difíceis que iniciamos essa transformação. Além de tudo isso, sou um presidente ficha limpa. Eu não respondo a nenhum processo. Podem procurar pelos cartórios. Minha certidão é limpa. Entendo que as mudanças são necessárias no poder público e muitas vezes não é no bom momento que elas acontecem.

Nos últimos anos, na sua gestão inclusive, tivemos polêmicas envolvendo alguns deputados, como Renato Freitas, Ricardo Arruda e o ex-presidente Ademar Traiano. Um cenário meio conturbado. Como o senhor encarou tudo isso?

Alexandre Curi: A gente tem que agir com muito rigor. Quando assumi, tivemos essa questão do deputado Renato Freitas com o deputado Ricardo Arruda. E ambos os casos foram encaminhados diretamente para o Conselho de Ética. No entanto, nós percebemos que o Conselho de Ética não tinha regras claras e se submetia ao regimento interno da casa. Muitas punições que eram aplicadas pelo conselho eram ratificadas pelo plenário e acabavam suspensas por uma interferência do Poder Judiciário. O parlamentar punido acabava recorrendo à Justiça e, como não existiam artigos definidos, regras claras, essas punições acabavam sendo suspensas e interrompidas.

Foi aí que nós, de forma inédita, nos tornamos a primeira Assembleia do Brasil a fazer um Código de Ética, que foi amplamente discutido pelos parlamentares. Muitas emendas foram acatadas e, depois de alguns meses, aprovamos por unanimidade. Atualmente temos 12 representações encaminhadas ao Conselho e, se virarem punições, elas serão cumpridas pelos parlamentares. Hoje nós temos uma segurança jurídica e regras claras. Isso foi um processo demorado, mas, para você ter uma ideia de como foi democrático, a deputada que teve mais emendas aprovadas foi a Ana Julia (PT), que é da oposição. São episódios lamentáveis, mas a população quer saber se haverá punições. Posso garantir, como mediador, que haverá muito rigor. Estes episódios que você citou também foram importantes para que a Casa fizesse uma mudança para agir com o rigor necessário e possamos ter credibilidade.

VEJA TAMBÉM:

Como o senhor acredita que a polarização precisa ser combatida dentro da Assembleia?

Alexandre Curi: Lamento muito que grande parte dos políticos brasileiros estejam mais preocupados com essa polarização do que com o debate, essa pauta ideológica que não coloca prato de comida na mesa de ninguém. Eu acho importante, quando você é candidato, o eleitor tomar conhecimento da sua ideologia, mas só durante o processo eleitoral. No mandato, você precisa ser um gestor de todos. Você tem que deixar de lado essa pauta ideológica e priorizar as políticas públicas. Não há outra forma de transformar um país se não for através da educação, da saúde, da segurança pública. Eu tenho feito de tudo como presidente da Casa para que este (pautas ideológicas) não seja o único debate dentro do Parlamento. Claro que agora, véspera de uma eleição importante, esses debates vão ser mais acalorados, mas o Código de Ética também permite que eu possa agir com rigor para alguns excessos. Se houver alguns excessos, eu lamento. Muitos parlamentares só sobem na tribuna com o discurso e único objetivo de republicar nas suas redes sociais e buscar likes, curtidas e popularidade. Não é o que a população espera.

O novo Código de Ética está de olho nisso?

Alexandre Curi: Tem regras claras em relação a excessos dessa pauta ideológica, e eu vou agir com muito rigor. Como parlamentar, eu sou totalmente a favor da liberdade de expressão e temos que respeitar isso, mas eu não posso aceitar exageros. Farei o possível para que, dentro desse Parlamento, o debate prioritário seja o futuro do Paraná pelo menos nos próximos 10 anos. Me comprometo com a população paranaense a respeitar essa liberdade de expressão, mas se em qualquer momento acontecerem exageros, com o único objetivo de buscar uma popularidade momentânea em detrimento aos interesses do Paraná, vou agir com muito rigor.

Pensando na eventual gestão como governador, como o senhor lidaria com o gargalo do transporte público metropolitano e com a questão dos colégios cívico-militares?

Alexandre Curi: Em relação à integração do transporte coletivo, isso é fundamental. Há a necessidade dos subsídios, mas principalmente no que diz respeito à integração. Nós já tivemos no passado um desentendimento entre governador e o prefeito da capital, que causou a desintegração, e quem pagou o preço alto foi a população, em especial a que mora na região metropolitana e que todos os dias vem trabalhar na capital. Isso é um compromisso que eu tenho: promover essa integração e melhorar toda essa estrutura do transporte coletivo, 40% da população paranaense mora na Grande Curitiba e temos que garantir um diálogo permanente entre governo e prefeituras. Discutir parcerias para reformas e gestão de terminais, veja o de Pinhais, que é uma parceria público-privada e que tem grande eficiência.

Em relação à educação, eu sou a favor dos colégios cívico-militares, mas no modelo em que os pais, os alunos, o diretor e os professores, de forma democrática, escolhem ou não se querem transformar o colégio em cívico-militar. Se for esse modelo democrático, permitindo que a escolha seja feita pela comunidade, sou completamente a favor. Quem está no dia a dia sabe que os números são bons. Tivemos um avanço muito grande na disciplina dos alunos. Os índices que eu tenho recebido mostram uma aprovação enorme por parte dos alunos, dos diretores, mas principalmente dos pais. O modelo pode ser aperfeiçoado, mas desde que seja uma escolha da comunidade, de forma muito democrática.

O senhor falou que aprovou 200 e poucas leis. Qual delas representa o seu legado mais valioso?

Alexandre Curi: Acho que a principal que eu e outros parlamentares aprovamos foi o Código do Autismo. Temos muitas mães de crianças autistas que não tinham direitos definidos e conseguimos aprovar o código que dá direitos a estas mães. Em qualquer lugar que eu vou, onde tem uma mãe de uma criança especial, ela me olha e diz que a gente lhe trouxe garantias e segurança. Acho que é a principal lei de toda a minha vida pública. E tem a Câmara Especializada no Tribunal de Justiça para crimes contra as mulheres, um serviço que permite que mulheres façam denúncias de forma anônima e que acabe com a morosidade do processo.

Metodologia das pesquisas eleitorais ao governo do Paraná citadas:

  • AtlasIntel: 1.254 entrevistados pela AtlasIntel entre os dias 25 a 30 de março de 2026. A pesquisa foi contratada pelo próprio instituto. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 3 pontos percentuais. Registro no TSE sob o nº PR-00105/2026.
  • Paraná Pesquisas: 1.500 entrevistados pelo Paraná Pesquisas em 54 municípios do Paraná entre os dias 1º e 4 de março de 2026. A pesquisa foi contratada pelo Partido Liberal (PL). Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 2,6 pontos percentuais. Registro no TSE sob o nº PR-06254/2026.
  • Neokemp: 1.008 entrevistados pela Neokemp entre os dias 18 e 20 de março de 2026. A pesquisa foi contratada pelo União Brasil-PR. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 3,1 pontos percentuais. Registro no TSE sob o nº PR-01340/2026.
  • IRG: a pesquisa ouviu 1.000 pessoas entre os dias 13 e 18 de março. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa foi contratada pelo próprio instituto. O nível de confiança é de 95%. Registro no TSE nº PR-02737/2026.

VEJA TAMBÉM:

Você pode se interessar

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.