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Pandemia

Médicos ouvidos por deputados do Paraná divergem sobre protocolo para Covid-19

  • 09/07/2020 17:03
hidroxicloroquina
Frascos de pílulas de hidroxicloroquina| Foto: Yuri CORTEZ/AFP

O médico cirurgião Dorival Ricci Júnior apresentou, nesta quinta-feira (9), em reunião virtual da Frente Parlamentar do Coronavírus, da Assembleia Legislativa do Paraná, a proposta de protocolo de tratamento precoce e preventivo à Covid-19, elaborada por um grupo de médicos paranaenses, que também já foi entregue ao secretário estadual de Saúde, Beto Preto. A sugestão de protocolo prevê a utilização de hidroxicloroquina e azitromicina já nos primeiros sintomas da doença (antes mesmo da confirmação laboratorial) e, até, o uso preventivo da hidroxicloroquina ou ivermectina regularmente. Também presente na reunião, o presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Clovis Arns da Cunha, lembrou que tais tratamentos não têm nenhuma comprovação científica, e que as pesquisas com a hidroxicloroquina em todo o mundo já foram descartadas por ineficácia.

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“Todos sabemos que todas as doenças diagnosticadas e tratadas precocemente têm maior chance de cura e diminui mortalidade. Por que com Covid seria diferente?”, questiona Ricci, que vem aplicando o protocolo em sua cidade de atuação, Paraíso do Norte. Mesmo reconhecendo que as medicações não têm eficácia científica comprovada, ele se apega à Declaração de Helsinque, da Associação Médica Mundial, de 1964: “quando não há tratamento, o médico deve estar livre para adotar métodos não comprovados ou novas alternativas”.

O protocolo prevê o tratamento profilático com hidroxicloroquina ou ivermectina para profissionais de saúde, casas de idosos, pessoas de alto risco e quem teve contato com casos confirmados. “É eficiente e traz benefícios, sendo totalmente seguro se usado corretamente. É muito mais eficiente que isolamento e lockdown, que não têm comprovação científica de efetividade. Não blinda, não imuniza, mas diminui a infecção em 60% dos casos e diminui a progressão para caso grave em 80%”, disse, mas sem apresentar estudos que indiquem tais números.

Após os primeiros sintomas o cirurgião recomenda, mesmo antes do resultado do teste laboratorial, o tratamento com cloroquina ou ivermectina, “para bloquear a entrada do vírus na célula ou no núcleo da célula”, azitromicina; “antibiótico que, em sinergia com as outras drogas, impede que o vírus consiga fabricar a parede quando replica”; zinco e vitaminas D e C, para reforçar o sistema imunológico e enoxaparina, anticoagulante para prevenir a formação de trombos. “Esse tratamento já é aplicado e realizado em diversas localidades, com perfis populacionais e climáticos diferentes e tem resultados satisfatórios, por si só já é uma comprovação científica”, concluiu.

Mundo inteiro já abandonou cloroquina

O presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia foi enfático ao rebater a proposta de protocolo. “É da democracia que existam posições divergentes, mas o que trago aqui não é a minha opinião é a posição da Sociedade Brasileira de Infectologia, da Sociedade Americana de Infectologia, da Organização Mundial de Saúde, da União Europeia. O que vou colocar para vocês são as posições científicas”, disse, ao saudar os deputados.

“Todas as medicações que usamos na medicina precisam passar por uma pesquisa de segurança pra saber que o remédio não fará mal - e de eficácia. No momento, só duas drogas passaram por esse teste e tiveram eficácia comprovada para a Covid-19: a dexametasona, corticoide que salva vidas de pacientes graves, por seu poder anti-inflamatório, e remdezevir – que ainda não temos no Brasil”, afirmou, citando que as drogas são utilizadas na fase grave ou moderada da doença, com pacientes internados.

“Na fase inicial, usar qualquer uma dessas medicações (cloroquina ou invermectina) não tem nenhum dado de segurança e eficácia comprovada. Hoje, o mundo inteiro, Europa, EUA, Ásia, todos os países desenvolvidos, abandonaram estudos com cloroquina, porque não teve nenhum resultado. E, em pacientes cardíacos que evoluem para pneumonia, ainda pode matar por arritmia”, salientou, citando estudo recentemente publicado na revista científica New England Journal of Medicine que mostrou o mesmo índice de infecção em um grupo de 800 pacientes que receberam hidroxicloroquina preventivamente.

O infectologista comparou a cloroquina com a “pílula do câncer” (fosfoetanolamina) anunciada, em 2015 como remédio para a cura da doença, mas que nunca teve a eficácia comprovada. “Na medicina, a primeira coisa que o médico tem que fazer é não prejudicar o paciente. Então, a cloroquina não só não é indicada, como é contraindicada, pois aumenta o risco de morte, ainda mais associada à azitromicina”, afirmou.

O infectologista também fez um esclarecimento sobre a ivermectina. “Em laboratório, esse antiparasitário conseguiu reduzir a replicação do vírus. Assim como já tinha conseguido reduzir a de vários outros, inclusive do da dengue e o HIV. Mas nunca foi utilizado em humanos para o tratamento destas doenças porque a dose necessária para ter eficácia seria entre 100 a mil vezes maior que a usada para sarna, por exemplo, o que seria uma dose tóxica para o ser humano”.

Arns da Cunha terminou sua intervenção fazendo um alerta aos deputados. “Eu ficaria muito triste se houvesse manifestação de qualquer governante para gastar dinheiro público em remédio que não funciona, que não tem base científica e que tem efeito colateral, enquanto falta recursos para respirador, falta sedativo nos hospitais”.

A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Saúde informou que o secretário Beto Preto recebeu um grupo de médicos que defende o tratamento precoce e prometeu analisar a proposta.

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Comentários [ 7 ]

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    Roozevelt Vieira

    ± 4 dias

    A CIDADE DE PORTO FELIZ-SP, É IGNORADA PELA MÍDIA, JUNTAMENTE COM O SEU PREFEITO QUE É MÉDICO, O DR. CÁSSIO HABICE PRADO,UM BRASILEIRO HONESTO, QUE ‘SALVOU SUA CIDADE E O SEU POVO’ DO VÍRUS CHINÊS COM O USO DA IVERMECTINA. CRIOU O PROTOCOLO DE PORTO FELIZ! http://www.bombeirosdf.com.br/2020/07/ignorado-pela-midia-prefeito-brasileiro.html?m=1&fbclid=IwAR33xU0mqVFEuKQEYGFyu0ymmtoA0ebKIggZF762UPVS8sSSooVVp-kWfZM

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    Eduardo Prestes

    ± 4 dias

    Minha decisão foi tomada há tempo, os argumentos dos médicos que defendem o tratamento precoce são muito, mas muito melhores. Não fazer nada e esperar evoluir para um quadro grave não é conduta de médico, mas de militante político sociopata. Deixa que da minha saúde cuido eu, meu dinheiro vai para os médicos interessados em usar todas as alternativas disponíveis, em favor da minha saúde. Esses médicos pró-vírus eu não contrato nem para tratar o meu cachorro.

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    Fernando Lopes

    ± 5 dias

    Desde 20 de março de 2020 há trabalhos publicados mostrando sucesso com o protocolo Hidrox+Azitro. Adotado em Marselha salvou muitas vidas. Aqui querem insistir na burrice teimosa. Conclusion: Despite its small sample size our survey shows that hydroxychloroquine treatment is significantly associated with viral load reduction/disappearance in COVID-19 patients and its effect is reinforced by azithromycin. https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0924857920300996

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    Paula A S

    ± 5 dias

    Meu Deus, em que mundo essA gente Vive??? Há vários casos de sucesso na Espanha e diversas cidades do Brasil, em que estão usando ivermectina e cloroquina Com enorme sucessO!!! Esse secretário Beto preto deveria se informar e entrar em contato c Prefeito de Porto Feliz, que tb é médico, prefeito de Nova Londrina, e outras cidades por aí afora!!!! Melhor usar medicamentos sem comprovação científica do que ocorrer mais mortes!!!! Esse sr Clovis Arns tbm deveria pesquisar e se informar melhor!!! Fale com Dr Antony Wong, Dr Marcos da Amazônia, Dra Lucy Kerr, etc etc etc

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    ± 5 dias

    Não há tratamento, milhares de pessoas morrendo e o protocolo paranaense hoje consiste em dar paracetamol e torcer pra não morrer, é isso que o Sr. Clóvis defende? Os remédios defendidos na matéria são conhecidos há décadas, tem seus efeitos colaterais conhecidos e estão sendo usados com sucesso em algumas cidades do país, diversos médicos defendendo, dado na dose correta, o que é melhor, tentar usar ou deixar morrer? Se salvar UMA vida o protocolo já foi melhor que apenas esperar como estão fazendo. Mas como dizem, enquanto tiver dinheiro público liberado pra uso sem licitação, ninguém no poder quer resolver isso aí, povo que morra.

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    Fernando Lopes

    ± 5 dias

    Didier Raoult - IHU Méditerranée Infection, Aix Marseille Université, AP-HM CHU Timone, Marseille, FRANCE. Infectologista francês adotou a Hidroxiclorquina. Tem Índice h=180 de publicações e citações de trabalhos científicos. O sr. Clovis Arns da Cunha não tem nenhum trabalho e nenhuma citação segundo o Google Scholar; nem ele e nem Luiz Henrique Mandetta, portanto não são referência de nada a não ser para uma possível imputação de responsabilidade por mortes evitáveis com o tratamento precoce, quando os devidos processos legais forem instaurados e julgados. Com responsabilidade solidária os políticos que embarcarem na narrativa deles certamente responderão juntos.

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  • W

    waldir konofal

    ± 5 dias

    Não tem comprovação científica. Então o moribundo chega na UTI e não aplicam nada ja que não existe um medicamento comprovado cientificamente. Então tá. Vamos cuidar de salvar a ciência. É isso. Ah e o doente, Hummm

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