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Hospital Municipal Padre Germano Lauck de Foz do Iguaçu.
Hospital Municipal Padre Germano Lauck de Foz do Iguaçu.| Foto: Christian Rizzi / Prefeitura de Foz do Iguaçu

Das cidades mais impactadas pela pandemia no Paraná, Foz do Iguaçu comemora desde segunda-feira (28) o fato de não nenhum paciente na UTI com Covid-19 no Hospital Municipal Padre Germano Lauck após quase dois anos. O hospital é o maior do município e referência no tratamento do coronavírus no Oeste do estado.

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A rede hospitalar da cidade colapsou no meio de 2021 mesmo com os leitos ampliados. Naquela época, mais de 100 pacientes com coronavírus estavam entubados no Hospital Municipal, lembrando que no começo da pandemia eram apenas 17 vagas de UTI. "Hoje temos esses leitos à disposição para atendimentos clínicos, porque não temos mais pacientes graves com a doença. É uma grande vitória, graças à vacinação e à união de esforços”, festejou o prefeito de Foz, Chico Brasileiro.

Além da pandemia na própria cidade, Foz também sofreu impacto dos casos na Tríplice Fronteira, em especial no Paraguai. A estimativa no pico da crise sanitária no meio do ano passado era de que a cada três pacientes internados no hospital com Covid-19, um era do país vizinho - paraguaio de fato ou brasileiro que vivia do outro lado da fronteira.

Tal quadro fez com que a Secretaria Municipal de Saúde tivesse que reforçar o fornecimento de oxigênio para as UTIs. A prefeitura teve que instalar mais três usinas do gás hospitalar para dar conta da demanda altíssima da pandemia.

O Hospital Municipal contou ainda com socorro da usina de Itaipu para atender a demanda alta de internações na pandemia. A hidrelétrica destinou R$ 43,1 milhões para compra de medicamentos, insumos, equipamentos e contratação de bolsistas dos cursos de Medicina e Enfermagem para atendimento no plantão. A usina gerida por Brasil e Paraguai é a principal mantenedora do Hospital Municipal.

Além disso, o Ministério da Saúde teve que enviar um lote extra de 58,4 mil vacinas de Covid-19 para o município em agosto de 2021 diante do gargalo no atendimento dos pacientes da cidade, dos municípios vizinhos e do Paraguai. Com isso, Foz foi a primeira das dez maiores cidades do Paraná a aplicar a primeira dose em toda a população acima de 18 anos. Agora, Foz está com 87,8% da população com o ciclo vacinal completo de duas doses ou a dose única da Janssen.

Cirurgias eletivas

Com a queda nos internamentos por Covid-19, o Hospital Municipal agora fará a reestruturação das vagas de internamento para reforçar as cirurgias eletivas - aquelas agendadas, em que se o paciente não fizer não corre risco de morte.

O Paraná, assim como todo o Brasil, ficou com as cirurgias eletivas represadas por causa das suspensões dos procedimentos ao longo da pandemia para garantir leitos, remédios e insumos aos pacientes com Covid-19. A Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) estima que o Paraná vai levar de dois a três anos para zerar a fila de cirurgias eletivas criada na crise do coronavírus.

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