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Empresário e ex-deputado estadual Tony Garcia
Empresário e ex-deputado estadual Tony Garcia| Foto: Arquivo Gazeta do Povo

O juiz José Daniel Toaldo, da 13ª Vara Criminal de Curitiba, da Justiça Estadual, rejeitou pedido feito por um dos réus da ação penal derivada da Operação Rádio Patrulha para anular os áudios apresentados pelo principal delator do caso, o empresário e ex-deputado estadual Tony Garcia. A decisão foi assinada nesta segunda-feira (28). O pedido havia sido feito por Luiz Abi Antoun, primo do ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB). Abi, Richa e outras 11 pessoas são rés no processo.

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A defesa de Abi alegava que os áudios não tinham “integridade, confiabilidade, idoneidade e fidedignidade, o que impede a sua utilização como prova válida”. O juiz não concordou: “não vislumbro qualquer nulidade a ser declarada nas provas”. Abi também tentava anular o acordo de colaboração premiada de Tony Garcia, mas isso também não prosperou. O acusado, diz o juiz, não seria parte legítima para questionar a delação.

Deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em setembro de 2018, a Operação Rádio Patrulha apura direcionamento de licitação e desvio de dinheiro no âmbito do programa Patrulha do Campo, lançado em 2011 pelo governo do Paraná. O programa consistia basicamente no aluguel de maquinários das empresas, para utilizá-los em melhorias de estradas rurais.

Para o Gaeco, Beto Richa era o principal beneficiário do esquema de corrupção. Ele nega ter cometido crimes, assim como Abi.

A ação penal da Operação Rádio Patrulha tramita de forma lenta: em agosto do ano passado, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu liminarmente as audiências do processo, a pedido de Beto Richa. Desde então, o mérito do pedido não foi analisado.

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