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Pedágio no Paraná
Projeto para o Lote 4 dos novos contratos de pedágio é reduzir o valor do pedágio de Jataizinho para menos da metade do valor atual.| Foto: Roberto Custódio/Arquivo/Gazeta do Povo

Quem passa pela praça de pedágio de Jataizinho, no Norte do Paraná, paga hoje o pedágio mais caro do estado e o terceiro mais caro do Brasil. A tarifa, de R$ 26,40 para carros de passeio, deve cair para algo próximo de R$ 10 de acordo com o projeto inicial do Lote 4 de concessão de rodovias estaduais e federais que cruzam o território paranaense.

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Este foi um dos pontos principais do quarto lote de concessões apresentado por representantes do Ministério da Infraestrutura (Minfra), em um encontro online com integrantes do G7, grupo de lideranças do estado e representantes de entidades do setor produtivo que discutem o novo modelo de pedágios a sem implantado no Paraná.

O Lote 4 tem 628 quilômetros em extensão e hoje conta com quatro praças de pedágio já instaladas. O projeto do Minfra contempla a instalação de outras cinco praças, o que garantiria a execução de 174 quilômetros de duplicações. Praticamente todas essas obras seriam concentradas na rodovia PR-323, no trecho entre Maringá e Iporã, onde estão previstos quatro novos pontos de cobrança em Jussara, Cianorte, Umuarama e Francisco Alves.

Com a duplicação da PR-323, uma nova ponte deve ser construída sobre o Rio Ivaí. A obra pode ter um acréscimo de R$ 60 milhões ao valor original por um detalhe apresentado durante as discussões: a ponte atual já ficou submersa por mais de uma vez em episódios de enchente no rio. A nova ponte, mais cara, seria 15 metros mais alta do que a atual, o que – apesar de encarecer o projeto e refletir na tarifa de pedágio – garantiria mais segurança aos usuários.

Questionado sobre os motivos de não estar prevista a duplicação do trecho final da rodovia, entre Iporã e Guaíra - rota que leva ao Mato Grosso do Sul e também ao Paraguai - o Minfra informou que como se trata de uma região com áreas mais planas, a instalação de terceiras faixas seria suficiente para resolver o problema de fluidez no tráfego de veículos. Assim como em outros trechos de outros lotes, ainda pode haver mudanças no projeto – sempre acompanhadas de mudanças nos valores previstos para as tarifas.

Outros pontos discutidos foram os contornos sul de Maringá e norte de Londrina. A previsão inicial é de que o primeiro seja concluído no quinto ano da concessão, e o segundo só um ano depois. Mas, depois de sugestões e propostas, o ministério admitiu a troca de prioridades, colocando a obra de Londrina antes da de Maringá. O que deve ser oficializado, porém, dentro de dois a três meses, prazo de finalização dos desenhos dos novos contratos.

O contorno norte de Londrina estava previsto para ser executado dentro dos primeiros cinco anos da atual concessão, mas não saiu do papel. Existe um projeto aprovado pela comunidade local e endossado pelo DER, mas que segundo o Minfra pode estar desatualizado por causa da expansão territorial da cidade. Agora, mais uma vez, a previsão é de que a obra seja concluída ao final do quinto ano da nova concessão.

Rodovia 100% monitorada e com wi-fi

Ao longo dos 30 anos da concessão, o Lote 4 deve receber R$ 582 milhões em investimento em equipamentos que, entre outras coisas, vão permitir o monitoramento por vídeo em todo o trecho. Segundo o Minfra, isso será de fundamental importância na segurança dos usuários pois será uma forma de inibir os assaltos a motoristas que vão e vêm da região de fronteira com o Paraguai, por exemplo.

Todos os 628 quilômetros do lote também deverão estar cobertos por sinal de internet sem fio. Não será uma rede aberta, mas servirá para que os usuários possam comunicar às concessionárias a ocorrência de atropelamentos ou batidas com vítimas. De acordo com o Minfra, o novo contrato de concessão prevê um tempo máximo de 15 minutos para a chegada de uma ambulância ao local do acidente, e de 40 a 60 minutos para a chegada de um guincho. Em caso de descumprimento, a concessionária está sujeita a multa e redução da tarifa.

Começo da cobrança

As quatro novas praças de pedágio da PR-323 e a nova praça de Guairaçá (entre Paranavaí e a divisa com o estado de São Paulo) só estarão autorizadas a cobrar a tarifa após a conclusão das chamadas obras iniciais. Fiscais da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) farão levantamentos mensais sobre as atividades, como troca de placas e pintura de sinalização, roçagem do entorno das rodovias, e recapes na faixa de rodagem.

Assim que todas as obras consideradas iniciais estiverem concluídas, estará autorizado o início da cobrança. A previsão do projeto é que isso ocorra em até dois anos, mas caso a concessionária consiga agilizar o término das obras, já pode começar a cobrança. As praças já existentes podem começar a cobrar o pedágio assim que as novas administradoras assumirem os trechos, o que pode levar entre dois e três meses após a assinatura dos contratos.

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