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Vacina de Covid-19 da Aztrazeneca  produzida pela Fiocruz.
Vacina de Covid-19 da Aztrazeneca produzida pela Fiocruz.| Foto: Ari Dias / AEN

O governo do Paraná ainda não cogita ter de substituir a Astrazeneca pela Pfizer para completar a imunização de quem tomou a primeira dose da vacina de Covid-19 produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nos meses de maio e junho. Reportagem do portal Uol de domingo (15) aponta para a possibilidade de que o estoque nos estados, somado às entregas programadas pelo Ministério da Saúde, não seja suficiente para aplicação da segunda dose de Astrazeneca no país até o fim de setembro.

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Justamente pela escassez de Astrazeneca, o governo do Rio de Janeiro autorizou nesta terça-feira (17) os municípios fluminenses a fazer a intercambialidade do imunizante – quando o paciente toma a primeira dose de um laboratório e completa a imunização com a de outro fabricante. A decisão da Secretaria de Saúde do Rio segue a norma técnica 06/2021 do Ministério da Saúde, do fim de julho, que permite a troca da marca na segunda dose em casos excepcionais, entre eles, a falta de um determinado imunizante no país.

A Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) tem estocado no Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), em Curitiba, 16 mil vacinas Astrazeneca para segunda aplicação. Esse montante, admite a pasta, não seria suficiente para completar a imunização de quem tomou a vacina produzida pela Fiocruz entre maio e junho. Porém, o estoque do Cemepar não leva em conta as doses guardadas pelos próprios municípios e nem os novos lotes a serem ainda enviados pelo Ministério da Saúde.

“Não sabemos precisar quantas doses de vacina Astrazeneca serão enviadas pelo Ministério da Saúde entre os meses de agosto e setembro. Mas o que temos em estoque não será suficiente para aplicação de Astrazeneca D2 entre agosto e setembro”, reconhece a Sesa em questionário encaminhado pela reportagem. “A Sesa segue as diretrizes instituídas pelo Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra a Covid-19 e não há informações até o momento se haverá falta do imunizante no país”, enfatiza a pasta.

Foram aplicadas no Brasil em maio e junho 30,3 milhões de primeira dose da Astrazeneca. Três meses depois – intervalo estipulado para aplicação de segunda dose -, o Brasil precisa ter o mesmo montante da vacina produzida na Fiocruz para concluir a imunização deste público.

Porém, aponta o levantamento do UOL, somando os estoques de 3,1 milhões de vacinas dos estados e a previsão de entrega de 24,1 milhões da Fiocruz ao Ministério da Saúde até o fim de setembro, chega-se a 27,2 milhões de doses da Astrazeneca. Ou seja, faltariam 3,1 milhões de doses em relação às 30,3 milhões necessárias.

Em nota publicada em seu site do dia 13 de agosto, a Fiocruz admite que a capacidade atual de produção é maior do que a de disponibilidade do insumo para produzir a vacina. "A Fiocruz aguarda a confirmação de novos embarques do insumo ainda para o mês de agosto", diz a fundação. Além disso, em resposta publicada pelo Uol, a Fiocruz afirma que "o quantitativo de vacinas e a manutenção de entregas permanentes não indicaria, a princípio, escassez de vacinas para aplicação de segunda dose".

PR confia no Ministério da Saúde

Sem citar o caso específico da segunda dose de Astrazeneca, o governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Jr (PSD), afirma ter confiança de que o Ministério da Saúde vá manter o ritmo de entrega das vacinas. “É importante registrar que o Ministério da Saúde tem conseguido manter um ritmo de distribuição de vacinas para o estado do Paraná. Às vezes há um delay, um espaçamento de um, dois dias para a chegada devido à logística. Mas isso não tem complicado a vacinação”, comentou o governador ao anunciar que o cronograma de imunizar 80% da população adulta do estado até o fim de agosto foi cumprido com duas semanas de antecedência.

Na manhã desta terça, a aplicação da primeira dose somada à vacina de dose única do laboratório Janssen alcançou 6.721.229 paranaenses, o que equivale a 80,9% da população de 8,7 milhões de paranaenses acima de 18 anos. A meta é vacinar 100% da população adulta até o fim de setembro e, assim, iniciar em outubro a vacinação dos adolescentes a partir de 12 anos.

No mesmo evento, o secretário de Saúde do Paraná, Beto Preto, disse que até agora não há falta de vacina para aplicação de segunda dose. “O trabalho todo com a segunda dose no Paraná é muito estratégico. Não está faltando segunda dose, desde que não se utilize a segunda dose como primeira. Graças a esse planejamento não está faltando segunda dose”, ressaltou o secretário.

Beto Preto afirmou que para os próximos dias o estado terá vacina suficiente. “O Ministério da Saúde vai mandar. Nosso cronograma com o Ministério da Saúde vai se estender pelos próximos dias. Vamos ter doses à disposição”, comentou o secretário, referindo-se ao quantitativo geral, não de uma marca específica.

Curitiba

Em Curitiba, a prefeitura precisa aplicar 222.470 vacinas até o fim de setembro para concluir a imunização de quem tomou a primeira dose de Astrazeneca entre maio e junho na capital. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) tem em estoque 101.400 vacinas Astrazeneca D2 e espera receber mais 167.420 doses para segunda aplicação até o fim de setembro. Com isso, somaria 288.470 vacinas – ou seja, 66.020 a mais do que o necessário para concluir a imunização de quem tomou a primeira dose entre maio e junho.

“Se o envio de doses pelo Ministério da Saúde/Sesa-PR seguir o calendário de entrega, não teremos atraso na conclusão da aplicação de segunda dose”, afirma a prefeitura.

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