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O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), em conjunto com a empresa global Biogénesis Bagó e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), entregou nesta sexta-feira (17) o Banco Nacional de Antígenos para Resposta Emergencial à Febre Aftosa, um sistema de prevenção sanitária voltado ao agronegócio.
O banco é diferente de um estoque pronto de vacinas, pois ele armazena o antígeno concentrado e vivo, mantendo a viabilidade técnica por até dez anos. O contrato prevê a manutenção de 10 milhões de doses de antígenos concentrados, preparados para combater duas mutações diferentes do vírus da febre aftosa.
Caso ocorra qualquer foco da doença em território nacional, a engrenagem de emergência é acionada: o antígeno é formulado, envasado e transformado em vacina pronta em até 72 horas.
O Banco Nacional de Antígenos para Resposta Emergencial à Febre Aftosa está instalado na unidade industrial da Biogénesis Bagó, em Garín, na Argentina.
De acordo com o presidente do Tecpar, Eduardo Marafon, manter os antígenos armazenados fora do território geográfico do país que os utilizará é uma questão de segurança e segue a tendência mundial. “Essa é uma prática adotada por referências globais como Canadá, Taiwan e Coreia do Sul, que também mantêm seus bancos sob custódia de laboratórios parceiros fora de suas fronteiras”, aponta.
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Banco tem o objetivo de agir na ocorrência de focos de febre aftosa no Brasil
Desde 2021, a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) reconhece o Paraná como território livre da febre aftosa sem vacinação. Já o Brasil possui a certificação desde 2025.
O presidente do Tecpar explica que quando o país alcança o status de livre da doença, a OMSA exige que o território tenha um banco de antígenos, para que em uma eventual circulação do vírus ocorra uma rápida ação no país.
“O banco serve exatamente para isso. Em uma eventual ocorrência de foco de febre aftosa no Brasil, a gente consegue agir rapidamente. Com a entrega do banco, nossa obrigação contratual é disponibilizar a vacina em até 72 horas, em qualquer lugar do país”, afirma Marafon.
Além da obrigatoriedade, a existência do Banco de Antígenos também ajuda a impulsionar a segurança da carne brasileira nos mercados internacionais mais exigentes, como Japão, Estados Unidos e União Europeia.
Tecpar destaca cooperação com Ministério da Agricultura
Para Marafon, o desenvolvimento do Banco de Antígenos reforça a capacidade do Tecpar como polo biotecnológico do país, capaz de antecipar demandas estratégicas.
O instituto identificou que, com a conquista do status de livre de febre aftosa sem vacinação, o Brasil precisava acelerar a criação de um banco para não ficar vulnerável a embargos internacionais e crises sanitárias.
“O Tecpar identificou essa lacuna que o ministério ainda precisava preencher e, em uma parceria muito ágil com o Mapa, conseguimos desenvolver o projeto para que o Brasil não ficasse descoberto”, destaca Marafon. “Essa cooperação não apenas protege o país, mas impulsiona e transfere mais tecnologia de ponta para o Paraná.”
Essa vocação para a defesa e a saúde pública não é recente. O Tecpar é parceiro do Mapa e do Ministério da Saúde há mais de 40 anos, sendo o fornecedor exclusivo da vacina antirrábica animal para o país. Agora, o instituto amplia ainda mais o portfólio por meio de uma parceria com a biofarmacêutica chinesa Sinovac, para a produção das vacinas contra a raiva humana e a varicela.







