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Uma das primeiras autoridades de saúde a chamar atenção para o agravamento da pandemia em Curitiba e no Paraná nesta semana foi o médico infectologista Clóvis Arns, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia. Apesar de ter atuado como sentinela, soando o alarme diante do perigo iminente, o médico paranaense está otimista quanto à capacidade da população de reagir e cerrar fileiras em medidas preventivas contra a doença. “Acredito que 95% da população deve estar apoiando as medidas necessárias. Às vezes é um passo para trás, para poder dar uns dois para frente”, avalia.

Em conversa com os jornalistas Marcos Tosi e Roger Pereira, da editoria de Paraná da Gazeta do Povo, o médico lembra que bastam duas semanas para que a pandemia se espalhe rápido, enquanto a recuperação, mesmo com a tomada de todas as precauções, costuma ser mais demorada, de 4 a 6 semanas. Ele não se opõe ao funcionamento de bares, lojas, restaurantes e academias – mas não com a aglomeração que se viu em bares nos últimos dias. “Meu apelo vai principalmente aos mais jovens, que querem sair, ver os amigos, ir para a balada. Infelizmente, se continuássemos fazendo isso, em duas semanas não teríamos leitos de UTIs”.

Quanto ao risco de a situação sair do controle, como em outras capitais, o médico diz que tudo irá depender de quanto a população seguirá as orientações. “Todas as projeções estão factíveis ao erro. Se seguirmos as orientações, é quase certeza que vamos evitar o caos”. Confira a entrevista com Clóvis Arns ao Pequeno Expediente, que é um podcast sobre temas paranaenses com atualização semanal. Feito pela equipe de reportagem da Gazeta do Povo, o programa fica disponível no site do jornal e nos principais aplicativos para Apple e Android.

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