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O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, e o vice-prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, recebem o primeiro lote de vacinas contra a Covid-19 da Pfizer, no Cemepar, na noite desta segunda-feira (3)
Primeira leva de vacinas da Pfizer chegando em Curitiba.| Foto: Geraldo Bubniak/AEN

Mais de 30 mil vacinas da farmacêutica norte-americana Pfizer, produzida em parceria com a empresa de biotecnologia alemã BioNtech, chegaram no início da noite desta segunda-feira (3) no Aeroporto Internacional Afonso Pena, na região metropolitana de Curitiba. As 32.760 doses (29.484 doses mais a reserva técnica) compõem o 16° lote encaminhado ao governo do Paraná pelo Ministério da Saúde e serão armazenadas inicialmente no Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), em Curitiba, em frezeers de baixíssima temperatura, como exige o imunizante. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) afirma que tem nove freezers para armazenamento do imunizante: sete são de temperatura de -80ºC e dois são de temperatura de -20ºC.

Todos os imunizantes da Pfizer ficarão na capital, seguindo orientação do Ministério da Saúde. O governo federal justifica que as capitais brasileiras têm mais estrutura neste momento para fazer a armazenagem da Pfizer na temperatura exigida. Além disso, a conservação das vacinas tem validades diferentes, dependendo da temperatura do freezer.

Conforme especificado no plano estadual de vacinação, a Pfizer tem as seguintes validades de acordo com a temperatura de refrigeração: até 6 meses se conservada entre -80ºC a -60ºC; até 14 dias entre -25ºC a -15ºC; e até 5 dias entre 2ºC a 8ºC. Além disso, após a diluição da vacina, a validade é de 6 horas.

O Paraná recebeu as vacinas nesta segunda-feira (3) a -20ºC e manteve as doses armazenadas nesta mesma temperatura. Assim, a validade é de 14 dias. Conforme orientação do Ministério da Saúde, essas doses são destinadas à primeira aplicação do novo grupo prioritário (comorbidades, gestantes, deficiência permanente grave). A entrega à prefeitura de Curitiba deve ser feita pela Sesa nesta quarta-feira (5).

É a primeira remessa da Pfizer ao Paraná, que já vem aplicando as vacinas da AstraZeneca/Oxford e da Coronavac/Butantan desde janeiro. A Pfizer também exige a aplicação de duas doses para que o ciclo de imunização se complete. O intervalo indicado na bula é de 21 dias entre a primeira e a segunda dose, mas, o Ministério da Saúde decidiu recomendar um intervalo maior, de 12 semanas (3 meses) entre as doses, com base em estudos internacionais que apontaram mais de 80% de efetividade após uma única dose.

De acordo com a prefeitura de Curitiba, a vacinação com o imunizante da Pfizer ficará concentrada no Pavilhão da Cura, no Parque Barigui, e as doses serão destinadas a idosos e profissionais de saúde que ainda não tenham sido atendidos.

Além de um armazenamento inicial em baixas temperaturas, a prefeitura explica que o imunizante passa por um delicado processo de descongelamento antes da aplicação. "Após ser descongelado, ele precisada ser diluído em solução injetável de cloreto de sódio. Após a diluição, a vacina deve ser utilizada em no máximo 6 horas. Para a aplicação também são necessárias seringas e agulhas específicas, as chamadas seringas de alta precisão", informou a prefeitura. Os insumos necessários – diluente, seringa e agulha - devem ser encaminhados pela Sesa/Ministério junto com as doses, ainda segundo a prefeitura.

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