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Lote 3: novo pedágio deve incluir 5 contornos em Ponta Grossa e cidades do Norte
| Foto: Reprodução/ Prefeitura de Ponta Grossa

Nos próximos sete anos, as cidades de Apucarana, Arapongas, Califórnia e Ponta Grossa, nas regiões Norte e dos Campos Gerais do Paraná, deverão ter o fluxo de caminhões desviado de dentro das cidades, com a construção de cinco contornos rodoviários. É o que prevê o projeto inicial do Lote 3 de concessão de estradas para a iniciativa privada, que está em discussão nesta semana.

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Essas e outras obras previstas para o “pacote" de rodovias incluídas no terceiro lote de concessões foram detalhadas nesta quarta-feira (17), por representantes do Ministério da Infraestrutura (Minfra), em reunião técnica online com lideranças do estado e representantes de entidades do setor produtivo.

Além dos novos contornos nas quatro cidades, há a previsão da implantação de duas novas praças de pedágio na região: uma em Londrina e outra em Califórnia. No entanto, o Ministério admitiu que pode rever a posição destas praças.

O projeto do trecho em questão foi apresentado pelo Minfra como um dos mais “indefinidos" por enquanto, por dois motivos. Primeiro, porque ainda estão em discussão, na justiça, umas série de obras que deveriam ser executadas pelas concessionárias atuais. Por “precaução”, o Ministério incluiu essas obras nos próximos contratos, mas elas ainda podem ser retiradas, o que diminuiria o valor das tarifas previstas para as praças: é o caso do contorno de Arapongas, o que poderia representar até R$ 600 milhões a menos.

Em segundo lugar há também uma série de indefinições quanto a trechos e obras que estão incluídos do projeto para os futuros contratos, mas a população pode optar por excluir, o que também resultaria em tarifas menores. É o caso, por exemplo, da PR 090, entre Sertanópolis e Ibiporã que, apesar de estar incluída no pacote de concessões, teria um fluxo baixo de veículos, e pode ser retirada do pacote.

O prazo para a formalização de sugestões ao projeto acaba na próxima segunda-feira, dia 22. Os apontamentos podem versar sobre a inclusão ou exclusão de trechos ou obras, o deslocamento de passarelas, viadutos e praças de pedágio, assim como a implantação de ciclovias, mudança de prioridade nas obras, entre outros. As sugestões devem ser enviadas pelo site da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), onde também é possível encontrar detalhes técnicos dos projetos.

Cronograma de obras e investimentos

Os trechos de rodovias que compõem o lote somam 562 km, iniciando pela BR-376, de São Luiz do Purunã a Jandaia do Sul. Entre as estradas incluídas nesse pacote estão também a PR-445, entre Mauá da Serra e Londrina e, ainda, a PR-373, de Londrina a Sertanópolis.

Para o pacote, estão programados 201 km de duplicações, 26 km de faixas adicionais, 15 km de vias marginais, 32 passarelas e 197 obras de arte especiais, como viadutos e trincheiras. O investimento previsto para o lote é de R$ 7,63 bilhões, com custos operacionais de R$ 6,05 bilhões ao longo dos 30 anos de concessão.

Os contornos são cinco no total, uma vez que a obra em Ponta Grossa será dividida em duas etapas: Contorno Norte e Contorno Leste. A parte Norte, prevista para ser entregue no 4º ano de concessão, inicia no Trevo do Caetano e vai até a região da cooperativa Frisia. Já o Contorno Leste, previsto para os anos 5 e 6, inicia daí e vai até a fábrica da empresa de bebidas Heineken. A previsão é de um investimento de R$ 900 milhões.

O Contorno de Califórnia é o mais “barato” e deve custar cerca de R$ 90 milhões, sendo executado no quarto ano dos contratos. Em seguida, no sexto ano, está previsto o contorno de Apucarana, com gasto de R$ 330 milhões. Por último, previsto para o ano 7, está o contorno de Arapongas, com R$ 600 de investimento - caso a obra não seja executada pela concessionária atual.

População pode participar de reuniões técnicas

As reuniões técnicas ocorrem ao longo da semana, uma para cada lote de concessão. Os encontros são organizados pelo G7, grupo composto pelas principais entidades do setor produtivo paranaense, e com a participação de representantes do Ministério da Infraestrutura e Logística (Minfra) e da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), que apresentam os detalhes do projeto e respondem às dúvidas dos participantes. Veja o cronograma de reuniões.

O projeto para licitação das novas concessões das rodovias paranaenses - os contratos atuais vencem em novembro desse ano - divide os 3.327 km de rodovias a serem concedidos à iniciativa privada em seis lotes. No total, estão programados 1.783 km de duplicação, a serem iniciadas a partir do 3º ano e finalizadas até o 9º ano do contrato.

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