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Operação do Gaeco

Presidente da Câmara de Curitiba é alvo de operação por suposta rachadinha

Tico Kuzma
Tico Kuzma é presidente da Câmara Municipal de Curitiba. (Foto: Rodrigo Fonseca/Câmara Municipal de Curitiba)

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O vereador Tico Kuzma (PROS), presidente da Câmara Municipal de Curitiba (CMC), foi alvo de uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) na manhã desta segunda-feira (29). Ele é investigado por suposta prática de rachadinha em seu gabinete e venda de cargos públicos.

A Operação Prática Corrente cumpriu 13 mandados expedidos pela Vara de Garantias da Comarca. Segundo o Ministério Público do Paraná (MP-PR), os alvos dos mandados de busca e apreensão foram a residência do parlamentar e outros endereços ligados a ele.

Os agentes levaram dos locais equipamentos eletrônicos e documentos que serão periciados e poderão auxiliar na continuidade das investigações. Além disso, também encontraram valores em espécie ainda não contabilizados.

Em nota, a Câmara Municipal de Curitiba disse que "não foi formalmente comunicada sobre os fatos que motivaram a medida", mas que "autorizou o acesso às dependências do Legislativo, em atendimento à solicitação da autoridade competente, e permanece à disposição para colaborar com as investigações e prestar todos os esclarecimentos necessários."

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Operação contra Tico Kuzma é a segunda na Câmara de Curitiba em 2026

A operação é a segunda envolvendo vereadores de Curitiba neste ano. A primeira ocorreu em maio. De acordo com o MP-PR, o vereador Lórens Nogueira (PP) é suspeito de reter parte dos salários de assessores parlamentares para benefício próprio, prática conhecida como rachadinha. A investigação aponta que o esquema estaria em funcionamento desde o início do mandato do vereador, em 2025.

Durante a operação, deflagrada no dia 27 de maio, os oficiais apreenderam R$ 118 mil em dinheiro em espécie em endereços ligados ao parlamentar. O processo também inclui um vídeo que, segundo a investigação, mostra o vereador recebendo dinheiro de uma servidora.

Na Câmara Municipal, um processo de cassação do mandato está em andamento. A fase de produção de provas e oitiva de testemunhas começa nesta quarta-feira (1º). Pelo cronograma preliminar, o vereador deverá prestar depoimento em 6 de julho.

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