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Eleições

Os vereadores mais votados que miram o Congresso em 2026

Vereadores candidatos nas eleições 2026
Pavanato e Carlos Bolsonaro (à esquerda) foram os mais votados em 2024. Priscila Costa e Kilter são apoiados por nomes da política nacional. (Foto: Fotomontagem/Gazeta do Povo (Douglas Ferreira/Câmara de São Paulo; JL Rosa/CMFor; EFE/Isaac Fontana; Júlia Schneider/CMC))

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Dois anos após as eleições municipais, os vereadores mais votados do país pretendem usar a disputa nas urnas de 2026 para tentar dar um salto das capitais estaduais para Brasília.

A lista dos parlamentares mais bem-sucedidos na soma de votos é dominada pela cidade de São Paulo, maior colégio eleitoral do país. E a estratégia eleitoral de lançar candidaturas à Câmara dos Deputados após sucesso no pleito municipal é replicada em outras capitais.

A maior metrópole do Brasil elegeu Lucas Pavanato (PL-SP), de 28 anos, que se tornou o vereador mais votado do país nas eleições de 2024. Ele obteve 161.386 votos dos paulistanos e, dois anos depois da primeira vitória nas urnas, lançou a candidatura a deputado federal.

Com passagem pelo MBL (Movimento Brasil Livre), Pavanato se tornou um influenciador com forte atuação política no TikTok e no Instagram, redes nas quais acumula cerca de 7,5 milhões de seguidores. Ele é uma das apostas do PL para assumir o posto de "puxador de votos" no estado de São Paulo. Nas últimas eleições, Carla Zambelli e Eduardo Bolsonaro cumpriram essa função.

Pavanato puxa a caravana paulistana de vereadores com mais de 100 mil votos que vão disputar as vagas na Câmara Federal neste ano. Entre os vereadores mais votados de São Paulo — e consequentemente do país — com candidaturas confirmadas estão Luna Zarattini (PT-SP), Rubinho Nunes (União-SP) e Sargento Nantes (PP-SP).

Outro exemplo é do ex-vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL-SC), que foi o segundo vereador mais votado do país em 2024, quando foi reeleito para a Câmara Municipal do Rio de Janeiro com 130.480 votos. No ano passado, ele renunciou ao cargo e transferiu o domicílio eleitoral para Santa Catarina, onde fará dupla com Caroline De Toni (PL) na chapa pura do PL ao Senado. Neste ano, cada estado brasileiro elegerá dois senadores.

Vereadores apadrinhados vão disputar vagas na Câmara Federal pelos estados de Ceará e Paraná

Em outras capitais do país, os vereadores mais votados também pretendem usar o capital político para tentar uma cadeira na Câmara dos Deputados. Com o apoio de padrinhos políticos, eles tentam alavancar a campanha nos estados.

É o caso da vereadora de Fortaleza Priscila Costa (PL-CE), a mais votada do Nordeste em 2024, quando recebeu 36.226 votos. Vice-presidente nacional do PL Mulher, Priscila é aliada de Michelle Bolsonaro e chegou a ser cotada como pré-candidata ao Senado com apoio da ex-primeira-dama.

Ela teria sido o estopim da briga pública de Michelle com Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A crise decorreu da articulação política do partido no Ceará, que apoiou a candidatura ao governo do tucano Ciro Gomes.

O candidato do PSDB terá Alcides Fernandes (PL) na vaga ao Senado. Assim, Priscila terá de disputar a eleição como candidata a deputada federal em vez de senadora, tendo se tornado uma das apostas como "puxadora de votos" do PL cearense.

Vereador mais jovem da atual legislatura de Curitiba, Guilherme Kilter (Novo-PR) foi o segundo mais votado em 2024, com 16.664 votos dos eleitores na capital paranaense. Ele estreou na política com o aval do ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol (Novo-PR) e deve ter novamente o apoio do padrinho, pré-candidato ao Senado nas eleições de outubro.

Bacharel em Relações Internacionais, a atuação parlamentar de Kilter é marcada pela defesa de pautas como liberdade econômica e proteção da família. Além de Dallagnol, Kilter tem o apoio de Pavanato e do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).

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