Doses da vacina da gripe.
Doses da vacina da gripe.| Foto: GABRIEL JABUR/Agência Brasília

A Secretaria Estadual de Saúde do Paraná (Sesa) participa nesta terça-feira (6) de reunião com o Ministério da Saúde para definir o planejamento da campanha de vacinação da gripe, que começa na próxima segunda-feira (12) em todo o Brasil.

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A reunião com a Coordenação Geral do Programa Nacional de Imunizações (GEPNI) vai traçar o planejamento da imunização da gripe que vai ocorrer junto com a vacinação da Covid-19. A partir dessas definições, todos os 399 municípios do Paraná receberão da Sesa orientações para montarem seus planos de execução da vacinação. A determinação será de intervalo de 14 dias entre a vacina da gripe e da Covid-19 - seja primeira ou segunda dose - e vice-versa.

A prefeitura de Curitiba já reconhece que terá bastante trabalho para montar o cronograma de duas campanhas de imunização ao mesmo tempo. “Pretendemos descentralizar ao máximo as vacinas. Há recomendação do Plano Nacional de Imunização de não fazer a vacina da gripe e da Covid juntas. O recomendável é intervalo de 14 dias entre uma e outra e sem dúvida alguma isso vai trazer um trabalho enorme”, admitiu o diretor do Centro de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde, o médico Alcides Oliveira, ao participar da sessão na Câmara dos Vereadores na última quinta-feira (1.°).

Oliveira avalia que para quem tomou a vacina de Oxford/Astrazeneca o planejamento será relativamente mais fácil. Isso porque o imunizante produzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) tem intervalo maior entre a primeira e a segunda dose, de 90 dias.

Já a Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan, tem intervalo menor entre as doses, de no mínimo 21 dias e no máximo 28 dias. “Para quem tomou a Astrazeneca é até um pouco mais tranquilo, porque a diferença da primeira para segunda dose é de três meses. Mas para quem recebeu Coronavac teremos de nos empenhar muito para oferecer as duas vacinas, da Covid e gripe”, avalia Oliveira.

Hoje Curitiba tem 19 pontos de vacinação da Covid-19. São 16 pontos físicos e três de drive-thru.

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