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Denúncia na Justiça

Vereadora do PL vira ré por crime de discriminação após acusação de xenofobia

Delegada Tathiana Guzella (PL)
Acusação de preconceito no Legislativo ameaça mandato da vereadora Delegada Tathiana Guzella (PL). (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)

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A vereadora de Curitiba Delegada Tathiana Guzella (PL) virou ré por preconceito ou discriminação por procedência nacional — mais conhecido como xenofobia - após a Justiça aceitar denúncia do Ministério Público do Paraná (MPPR) com base na Lei do Racismo (7.716/1989).

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O Ministério Público pede a condenação da parlamentar e o pagamento de duas indenizações: uma à vítima, de R$ 32,42 mil, e outra por dano moral coletivo, de R$ 64,84 mil. A denúncia foi apresentada após Tathiana dizer para a vereadora Vanda de Assis (PT) que voltasse “para o Ceará”. A fala ocorreu na última semana, enquanto os vereadores da Câmara Municipal de Curitiba (CMC) discutiam a criação de um cadastro municipal para pessoas em situação de rua.

Na ocasião, Tathiana perguntou se Vanda era natural de Campos Sales (CE). Após a confirmação, Tathiana disse: “se a senhora gosta tanto de elogiar o PT, a atuação do PT, dos partidos correlatos ao PT, por que a senhora não volta para o Ceará? Por que a senhora veio para cá? A senhora nasceu lá, mas veio encher o saco aqui.”

O presidente da sessão, vereador Leonidas Dias (Podemos), interrompeu a fala de Tathiana e desligou o microfone da parlamentar. Em seguida, Vanda classificou a declaração como xenofóbica.

Tathiana tem dez dias para apresentar defesa. Em nota, a vereadora afirmou que teve o discurso interrompido e negou ter cometido xenofobia. Ela reforçou que a intenção foi política e teve o objetivo de refutar pontos do projeto de lei que estava em discussão.

Vereadora também vai responder por acusação de xenofobia no Conselho de Ética

Nesta quarta-feira (12), a Mesa Diretora da CMC analisou oito representações para apurar possíveis infrações ao Código de Ética e Decoro Parlamentar relacionadas ao caso. A reunião analisou apenas se os pedidos preenchiam os requisitos regimentais, sem emitir parecer de mérito sobre as acusações.

Sete das representações foram movidas contra a vereadora Tathiana Guzella. A oitava foi apresentada por Tathiana contra Vanda de Assis, sob a alegação de “falsa imputação de xenofobia”.

As representações contra Guzella foram protocoladas pelas vereadoras Vanda de Assis, Camila Gonda (PSB) e Professora Angela (PSOL). Um requerimento também foi apresentado pelo coletivo Advogadas e Advogados pela Democracia (CAAD).

Como os procedimentos envolvem a atual corregedora da Câmara, Tathiana Guzella, a Mesa Diretora determinou o encaminhamento dos processos ao primeiro-vice-corregedor, Olimpio Araujo Junior (PL).

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