A sede da Fiep, em Curitiba | Henry Milléo/Gazeta do Povo/Arquivo
A sede da Fiep, em Curitiba| Foto: Henry Milléo/Gazeta do Povo/Arquivo

O cenário não chega a ser de euforia, mas os industriais estão mais animados com as perspectivas econômicas para 2018. A sondagem feita pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) indica que 63,57% dos consultados estão com expectativas favoráveis para o ano que vem. O índice de otimismo é melhor do que o registrado do ano anterior, que foi de 55,11% e bem melhor do que em 2015, que bateu o recorde negativo da série histórica desde 1996, que foi de 32,89%.

De acordo com Marcelo Percicotti, gerente de Economia, Fomento e Desenvolvimento da Fiep, a melhora na favorabilidade já era esperada, tendo em vista o acompanhamento mensal que é feito com os industriais, o chamado índice de confiança, que vem apontando um cenário mais favorável. Ele destaca que há a previsão de retomada de investimento, o que deve levar à geração de empregos.

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Para o ano que vem, 55% dos industriais estão prevendo enxugar custos para fazer frente à concorrência, contudo, o foco de redução não é na folha de pessoal. Em relação aos momentos de baixa produção, 44% dos empresários consultados pretendem manter a quantidade de funcionários. Muitas empresas estariam, neste momento, focadas em desenvolvimento de novos negócios, acreditando na diversificação e nas formas de enfrentar a crise. Tal perspectiva aponta para a geração de empregos.

Percicotti destaca que os planos dos empresários dependem da capacidade de investimento e que mais de 60% pretendem usar recursos próprios para crescer. Um dos motivos é a influência da ainda alta taxa de juros. O gerente destaca que a reclamação mais recorrente, contudo, ao longo dos anos, tem sido a pesada carga de tributos e encargos.

O levantamento da Fiep foi feito com 440 das 5,5 mil indústrias de transformação do Paraná. A pesquisa contempla empresas de todos os tamanhos e regiões do estado, contemplando o equivalente a 10% de todos os empregados do setor.

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