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Ex-diretor da Secretaria da Educação lavava dinheiro em gastos no exterior, diz MP

Maurício Fanini foi preso no último sábado (16) pelo Gaeco. Ele é considerado um dos principais responsáveis pelo desvio de pelo menos R$ 20 milhões de obras em escolas estaduais

  • Da Redação
Maurício Fanini ao ser preso pelo Gaeco no último sábado (16). | Reprodução/RPCTV
Maurício Fanini ao ser preso pelo Gaeco no último sábado (16). Reprodução/RPCTV
 
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Preso no último sábado (16), o ex-diretor da Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed) Maurício Fanini fez, juntamente com a esposa, “várias movimentações financeiras com o claro propósito de tornar legítimos os recursos de condutas ilícitas”. Segundo o Ministério Público Estadual (MP-PR), o casal gastava o dinheiro em compras de artigo de luxo no exterior, totalizando despesas em cartões de crédito muito acima do que eles de fato ganhavam. Essa era a forma usada para lavar o dinheiro desviado das obras de escolas estaduais. A informação foi divulgada pela RPCTV.

Fanini foi preso preventivamente pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) na terceira fase da Operação Quadro Negro. De acordo com a denúncia do MP-PR, entre 2013 e 2015, “foi depositado em contas ligadas ao casal um total de R$ 2,97 milhões em recursos de origem não declarada e totalmente incompatíveis com a remuneração declarada ao Fisco”. O dinheiro, segundo os promotores, teria saído dos cofres públicos estaduais.

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Para o MP-PR, Fanini é um dos principais responsáveis pelos desvios milionários na Secretaria da Educação. O órgão afirma que ele agiu em conluio com o dono da Construtora Valor, Eduardo Lopes de Souza, para desviar pelo menos R$ 20 milhões. O governo do estado pagou o montante à empreiteira por obras que mal começaram e estão abandonadas até hoje.

Gastos no exterior

Na denúncia, os promotores afirmam que Fanini e a mulher, Betina Antônio, lavavam o dinheiro da propina através de duas empresas do casal, com intensa movimentação em contas correntes. A partir de maio de 2014, segundo o MP-PR, houve um “severo aumento do fluxo de depósitos em dinheiro sem origem explícita, totalizando entradas de mais de R$ 2,3 milhões”. Houve um total de 870 depósitos que, como regra, envolveram baixos valores, com o propósito de dar uma “aparência lícita a recursos que teriam vindo de atividades ilícitas”.

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Os promotores destacam que o casal mantinha rotineiras viagens internacionais, compras em lojas de alto padrão e joalherias, incompatíveis com o status de servidor público. Segundo eles, para lavar o dinheiro desviado, eram usados cartões de crédito. Uma única fatura, de dezembro de 2014, por exemplo, chegou a R$ 76 mil. No período de um ano e meio, Fanini e a esposa gastaram quase R$ 631 mil nessas compras.

As faturas mostram passagens por lojas caras, de grifes internacionais. Numa das joalherias mais famosas do mundo, o casal gastou R$ 6,7 mil em uma única compra. Houve ainda despesas de mais de R$ 7 mil em uma loja de roupas, e outra de R$ 6 mil em uma loja de eletrônicos. Já numa rede de departamentos americana, o casal gastou mais de R$ 11 mil em apenas três dias.

Segundo o MP-PR, os maiores gastos foram justamente no período em que ocorreram os desvios de dinheiro da Educação. Conforme a denúncia, os valores gastos nos cartões de crédito aumentaram gradualmente enquanto Fanini esteve na Seed, “até acabarem depois da Operação Quadro Negro”.

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