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| Foto: Leticia Akemi/Gazeta do Povo

O paranaense está mais otimista quanto à situação econômica do estado. É o que aponta pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas, encomendada pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep). A análise, que ouviu 2.516 habitantes entre os dias 7 e 11 de setembro em diversas regiões do estado, captou que 48,3% dos entrevistados entendem que a situação econômica do Paraná é melhor que a de outras localidades do país.

O índice é o melhor já registrado desde que a pesquisa teve início, em setembro de 2015, quando 32,1% dos consultados entendiam que o Paraná vivia dias melhores do que outras regiões brasileiras. Em março deste ano, o indicador chegou a 47,3%.

Consequentemente, a visão de que o Paraná está igual ou pior que outros estados vem diminuindo desde o início da medição. Segundo o dado divulgado nesta quinta-feira (21), 35,8% não veem diferença entre o momento econômico atual do Paraná e do restante do Brasil - o número já foi de 42,4% há exatos dois anos, quando do início do levantamento. E só 12,9% dos entrevistados percebem o Paraná em situação econômica pior que o restante do país. Em setembro de 2015, esse contingente era de 23,6%. Apenas 3% não souberam informar ou não opinaram sobre a questão.

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A pesquisa apurou também a percepção dos entrevistados quanto à situação econômica do Brasil. E constatou que a visão se dilui entre péssimo, ruim e regular: 36,5% dos consultados pelo instituto classificam o momento como péssimo. Para 28,1%, o contexto atual é ruim, enquanto 28,8% avaliam como regular. Apenas 4,8% defendem que a situação econômica é boa e 0,8% a veem como ótima.

Embora olhe com bons olhos para a condição do estado na comparação com o restante do país, quando perguntado se o Paraná vive uma crise econômica, 79,3% dos entrevistados concordam com a afirmação, enquanto 16,4% discordam. Apenas 3% dizem não concordar nem discordar, e 1,2% não souberam dizer ou não informaram.

Perspectivas

Houve queda, porém, na visão em perspectiva do paranaense quanto à condição econômica do Brasil para o próximo ano. A pesquisa detectou que 43,9% dos entrevistados acreditam que o país vai estar melhor. Em março deste ano, o contingente de otimistas era maior: 50,6%. Em agosto do ano passado, mês em que o Senado cassou o mandato da então presidente Dilma Rousseff (PT), o índice chegou a 53,9%.

Há exatos dois anos, apenas 27,4% vislumbravam um horizonte econômico positivo em relação ao enfrentado à época. Em setembro de 2015, deputados e senadores opositores ao governo da então presidente Dilma lançaram o movimento pró-impeachment.

Cenário econômico paranaense

A percepção pode ter sido sustentada por alguns indicadores do Paraná. A taxa de desemprego no estado no segundo trimestre deste ano foi de 8,9%, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada em agosto pelo IBGE. O resultado, explica a entidade, representa uma queda na comparação com o primeiro trimestre do ano, quando a taxa chegou a 10,3%.

Ainda de acordo com o IBGE, no período a taxa de desocupação caiu em 11 das 27 unidades da federação. O Paraná tem o quarto menor índice de desemprego do Brasil, ao lado de Rondônia e Mato Grosso do Sul.

Proporcionalmente, a queda do desemprego no estado foi uma das maiores apuradas no país. Enquanto no Brasil a queda foi de 0,7%, no Paraná a redução do desemprego foi de 1,4%.

O número de pessoas ocupadas cresceu em 87 mil no segundo trimestre em comparação com os três primeiros meses do ano. Ao final de julho, o total de pessoas empregadas era de 5,445 milhões. E o número de desempregados passou de 617 mil no primeiro trimestre para 533 mil no segundo, o que significa uma queda de 84 mil.

Já o levantamento de Indicadores do IBGE apontou que o estado registrou o maior aumento mensal de vendas no país no setor de serviços. De junho para julho, a alta foi de 7,1%. Além do Paraná, apenas Mato Grosso e Amazonas entre as 27 unidades da federação também revelaram crescimento no setor. No acumulado do ano - janeiro a julho - o incremento foi de 4% se comparado ao mesmo período de 2016. No total, o setor de serviços representa de 40% a 45% da economia paranaense.

A PNAD Contínua apontou ainda crescimento discreto na massa real de rendimentos no Paraná no período, indo de R$ 11,831 bilhões para R$ 11,858 bilhões, variação de 0,2%.

Segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal Produção Física - Regional do IBGE divulgados no início do mês, o Paraná lidera o ritmo de produção industrial do país. O setor fechou os primeiros sete meses do ano com crescimento de 3,9% na produção, se comparado ao mesmo período do ano anterior. Foi o maior avanço registrado pelo Brasil, que ficou em 0,8%.

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