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3 mil fuzileiros são mobilizados para destruir barricadas do tráfico no Rio

Equipes do Exército circulam em blindados por becos e vielas da Vila Kennedy

  • Rio de Janeiro
  • Estadão Conteúdo
Revista na Vila Kennedy. | Tânia Rêgo/Agência Brasil
Revista na Vila Kennedy. Tânia Rêgo/Agência Brasil
 
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As Forças Armadas voltaram à Vila Kennedy, favela da zona oeste, nesta segunda-feira, 26. Na sexta-feira, 23, cerca de 3.000 fuzileiros navais trabalharam na destruição de barricadas do tráfico de drogas e revistas em automóveis e também a moradores. Desta vez, são equipes do Exército que estão circulando em blindados por becos e vielas.

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Na sexta, os militares permaneceram durante todo dia na favela. Com a saída deles, à noite, traficantes reassumiram seus postos, contaram moradores à reportagem. Os criminosos circularam pelos mesmos lugares antes ocupados pelas tropas, disseram.

A operação desta segunda-feira não foi divulgada de antemão pelo Comando Militar do Leste, ao contrário do que aconteceu com as anteriores. Procurado pela reportagem, o CML apenas a confirmou.

“A informação vazou. Ontem à noite os traficantes foram embora”, afirmaram os moradores. “Essas operações não mudam nada. É triste, mas é uma impressão que temos e que nunca mudará”, um outro morador contara na sexta-feira.

Na ocasião, fuzileiros tiraram fotos de moradores e de suas carteiras de identidade, o que gerou mal-estar na população. O objetivo era agilizar a checagem de antecedentes criminais. Eles se sentiram humilhados e postos sob suspeição, afinal, já haviam se identificado e, ainda assim, tiveram as fotos registradas. Houve quem tenha deixado de sair às ruas para não passar pelo procedimento.

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De acordo com o CML, esse tipo de atuação é legal e rotineira. Mas tanto a Ordem dos Advogados do Brasil quanto a Defensoria Pública do Rio se manifestaram contra as fotos. O Observatório Jurídico da OAB/RJ informou nesta segunda-feira que vai pedir explicações ao interventor federal no Rio, general Walter Braga Netto, sobre os critérios utilizados para o fichamento de moradores de comunidades durante as operações militares.

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