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Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, só vai abrir votação com 342 deputados presentes. | EVARISTO SA/AFP
Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, só vai abrir votação com 342 deputados presentes.| Foto: EVARISTO SA/AFP

A verdadeira disputa entre oposição e governo na votação desta quarta-feira que define o futuro do presidente Michel Temer é pela presença de 342 deputados em plenário. Esse é o número mais importante da votação. Isso porque sem alcançar esse quórum, a votação não começa e o desgaste sobre Temer continua. O governo tem maioria na Câmara e a tendência é que seus apoiadores consigam arquivar a denúncia, mas nenhum dos lados tem número suficiente de parlamentares para garantir o número mínimo alcançar o quórum de votação. Durante os debates da manhã, a presença chegou a 320 deputados.

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O governo diz que quem quer que a análise da acusação por corrupção siga no STF é oposição e cabe a ela levar os 342 deputados para o plenário. Um dos principais defensores de Temer, o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS) tem repetido desde a semana passada que a base tem votos de sobra para barrar a acusação e que se a denúncia não for votada é porque a oposição não compareceu à votação.

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Os opositores de Temer, por sua vez, dizem que não irão garantir o quórum e ajudar a “enterrar” a denúncia. “Nós não queremos com a nossa presença precoce contribuir que os parlamentares da base do governo escondam através de suas ausências”, afirmou Alessandro Molon (Rede-RJ). Ele acusou o governo de comprar os votos dos aliados e apresentou um levantamento realizado por sua assessoria que mostra um salto de aumento de das emendas empenhadas – de R$ 900 mil em janeiro para cerca de R$ 3 bilhões em julho - após a apresentação da denúncia pela Procuradoria-Geral da República.

Abstenções

O presidente precisa de 172 votos contra a denúncia para que ela seja arquivada, desde que alcançado o quórum de 342. Mas conseguir apenas o número necessário (172) pode passar a impressão de fragilidade da relação do governo com a base de sustentação na Câmara. O Planalto quer vencer essa votação com uma margem segura. E nos bastidores afirma que tem 250 votos.

Oficialmente, o Palácio do Planalto tem evitado expor sua contabilidade de votos para evitar que caso o resultado fique abaixo do anunciado para não reforçar o tom de derrota, que pode prejudicar sua governabilidade para enfrentar uma próxima denúncia e aprovar reformas.

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