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crise no PSL

Bolsonaro diz que mandou PF investigar laranjas e reafirma que Bebianno mentiu

Presidente afirmou em entrevista ao Jornal da Record que ministro Gustavo Bebianno terá que “voltar às suas origens” se forem constatadas irregularidades

  • Da Redação, com Folhapress
Bolsonaro foi recebido pelo vice-presidente Hamilton Mourão no aeroporto de Brasília. | Marcos Corrêa/PR
Bolsonaro foi recebido pelo vice-presidente Hamilton Mourão no aeroporto de Brasília. Marcos Corrêa/PR
 
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O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou, na noite desta quarta-feira (13), que se o ministro Gustavo Bebianno, da Secretaria-Geral da Presidência, estiver envolvido no uso de candidatos do PSL como laranjas na campanha de 2018, ele deverá sair do governo. 

“Se estiver envolvido e, logicamente, for responsabilizado, lamentavelmente o destino não pode ser outro a não ser voltar às suas origens”, afirmou o presidente, em entrevista ao Jornal da Record gravada ainda no Hospital Albert Einstein.

Questionado se havia conversado com Bebianno na terça-feira (12), conforme o ministro afirmou ao jornal O Globo, Jair Bolsonaro respondeu que é mentira, reforçando o que já havia dito o filho dele, Carlos Bolsonaro, nas redes sociais, mais cedo. As postagens do vereador carioca foram compartilhadas pelo presidente pouco antes da veiculação da entrevista. 

Bolsonaro afirmou que determinou à Polícia Federal que investigue o caso e deu carta branca ao ministro Sergio Moro (Justiça) para apurar qualquer tipo de crime sobre corrupção e lavagem de dinheiro em seu governo. O presidente disse desconhecer candidaturas de laranjas – “isso foi em setembro e eu estava em casa convalescendo. E mesmo que não estivesse, eu não poderia acompanhar tudo” – e também evitou generalizar a crise envolvendo o PSL por conta do esquema – “é uma minoria do partido que está envolvida nesse tipo de operação”.

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A revelação do esquema de candidaturas laranjas do PSL pelo jornal Folha de São Paulo provocou uma crise no governo Bolsonaro, alavancada pelo ataque do vereador Carlos Bolsonaro a Bebianno, que presidiu o partido no ano passado, inclusive durante o período eleitoral. Ele deu apoio ao filho. “Tentam jogar meus filhos contra mim e isso não adianta”, disse. 

Em entrevista à Globonews, Bebianno negou ter cometido irregularidades e disse que o repasse de verbas do partido aos candidatos é responsabilidade dos diretórios estaduais. Ele afirmou que não pretende pedir demissão do cargo de ministro: “Não tenho essa intenção porque não fiz nada de errado. Meu trabalho continua sendo em benefício do Brasil. O presidente, se entender que eu não deva mais continuar, ele certamente vai me comunicar”, afirmou.

Mourão e reforma da Previdência

Indagado sobre o desempenho do vice-presidente Hamilton Mourão durante sua ausência, Jair Bolsonaro afirmou que ele foi bem, exceto por uma declaração ou outra, e disse que a imprensa tenta jogá-lo contra ele. “Ele (Mourão) passou por certas intranquilidades e às vezes dá uma escorregada. Muito pela falta de experiência no trato com vocês (imprensa). Eu também já dei muita canelada no passado”, afirmou. “Vou conversar com o Mourão e ele estará sempre pronto para, em algum momento, me substituir”, completou. 

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Durante o período em que ficou internado, analistas políticos especularam sobre o comportamento do vice, que na maioria das vezes diverge das opiniões do presidente. Nesta quarta-feira, Mourão foi ao aeroporto receber Bolsonaro ao lado do general Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional.   

Sobre a reforma da Previdência, Bolsonaro afirmou que “baterá o martelo” sobre a proposta final nesta quinta-feira (14). Disse que ainda não decidiu sobre a idade mínima para aposentadoria. “Minha grande dúvida foi se passaria para 62 ou 65 anos no caso dos homens; e 57 ou 60 para as mulheres. Isso vai ser decidido amanhã”.

Segundo o presidente, dependendo da decisão sobre as idades mínima, haverá um período de transição até 2030. Sobre mudanças na aposentadoria de policiais militares, civis e bombeiros, Bolsonaro afirmou que a regra será parecida com a que será aplicada aos militares.

A equipe econômica considera ter concluído a negociação com os militares, que aceitaram elevar o tempo na ativa de 30 para 35 anos (homens).

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