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Decreto dos Portos

Do que são acusados os 13 presos da Operação Skala, que encurralou Temer

Mandados de prisão temporária foram expedidos pelo ministro Luís Roberto Barroso, do STF, a pedido da Procuradoria-Geral da República

  • Brasília
  • Estadão Conteúdo
O ex-ministro da Agricultura Wágner Rossi é uma das 13 pessoas presas pela Polícia Federal na Operação Skala. | Aloisio Mauricio/Estadão Conteúdo
O ex-ministro da Agricultura Wágner Rossi é uma das 13 pessoas presas pela Polícia Federal na Operação Skala. Aloisio Mauricio/Estadão Conteúdo
 
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A decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a Operação Skala deflagrada nesta quinta-feira (29), revela que a Polícia Federal não pediu a prisão temporária de investigados, mas, sim, que essas solicitações partiram da Procuradoria-Geral da República (PGR), chefiada pela procuradora-geral Raquel Dodge.

O que a PF pediu, segundo Barroso, foram intimações simultâneas para prestação de depoimento, como alternativa à condução coercitiva, que está proibida por determinação do ministro Gilmar Mendes, do STF. Já a PGR, ao se manifestar sobre os pedidos da PF, apontou necessidade de prisões temporárias.

Leia também: ‘Sujeito a bombardeios’, Temer vê terceira denúncia criminal no horizonte

Barroso autorizou 13 mandados de prisão temporárias – entre eles, dois amigos de longa data do presidente Michel Temer – como parte das investigações no inquérito que apura irregularidades no Decreto dos Portos. Autorizou ainda a expedição de 20 mandados de busca e apreensão na Operação Skala, em um desdobramento da Operação Patmos.

Leia também: Os ‘amigões’ de Temer e suas relações perigosas com o Porto de Santos

Veja as suspeitas que pesam contra cada uma das 13 pessoas presas temporariamente

Coronel João Baptista Lima

“Suspeito de ser responsável pela captação de recursos irregulares para o excelentíssimo senhor presidente da República, por meio de suas empresas, em especial a Argeplan. Tem justificado o reiterado não comparecimento em razão de restrições de saúde.”

Antonio Celso Grecco

“Presidente do grupo Rodrimar. Há suspeitas que seja principal articulador entre empresários do setor portuário de Santos/SP, no interesse de sua empresa e agentes públicos envolvidos nos crimes investigados, inclusive proximidade com o presidente Michel Temer”

José Yunes

“Deve ser ouvido novamente, uma vez que na primeira oitiva o investigado teria se utilizado de subterfúgios para não responder claramente os questionamentos. Em especial os relacionados à transferência de bens para os investigados e pessoas próximas”

Wagner Rossi

“Presidente da Codesp entre 2000 e 2001, e ministro da Agricultura entre 2010 e 2011. Em ambos os cargos, foi indicado pelo presidente Michel Temer. Após exoneração pode ter continuado a receber ‘mensalinho’ de R$ 100 mil pagos por Joesley Batista, a pedido do presidente”

Milton Hortolan

“Ligado a Wagner Rossi. Foi seu chefe de gabinete no Ministério da Agricultura, entre 2010 e 2011. Suspeita-se que também tenha recebido ‘mensalinho’ pago por Joesley Batista, a pedido do presidente Michel Temer. Foi acionado por Ricardo Saud para tentar resolver questões no Porto de Santos/SP”

Eduardo Luiz de Brito Neves

“Suposto responsável por apresentar Celso Grecco, da Rodrimar, para o coronel Lima, da Argeplan. Participou do Conselho Administrativo da Rodrimar e possui a empresa MHA Engenharia, a qual teria prestado serviços para a Argeplan”

Carlos Alberto Costa

“Sócio fundador da Argeplan e ex-sócio da AF Consult Brasil, juntamente com o coronel Lima. Pode esclarecer sobre condições do ingresso do Coronel Lima na Argeplan e prestar informações relevantes sobre capacidade operacional da empresa, contratos com empresas no Porto de Santos, reais sócios formais e até mesmo sobre eventuais sócios ocultos”

Carlos Alberto Costa Filho

“Filho do sócio fundador da Argeplan, ingressou em sociedade da AF Consult do Brasil, com Coronel Lima, após saída de seu pai. A AF Consult Brasil obteve contratos que somam mais de 200 milhões de reais, com suspeita de favorecimento em função da proximidade do coronel Lima com o excelentíssimo senhor presidente da República”

Maria Eloisa Adenshon Brito Neves

“Sócia fundadora da Argeplan. Deixou a empresa quando do ingresso formal do coronel Lima em 2011. Pode esclarecer sobre as condições do ingresso do coronel Lima na Argeplan, inclusive pagamento pelas cotas da sociedade, prestar informações relevantes sobre capacidade operacional da empresa, contratos com empresas no Porto de Santos, desde 1998, e reais sócios formais e até mesmo eventuais sócios ocultos da empresa”

Rodrigo Borges Torrealba

“Esclarecer os motivos para doação eleitoral pessoal e do grupo Libra, de onde partiram os pedidos e possível solicitação indevida de valores em troca de renovação de contratos de concessão em Santos/SP”

Ana Carolina Borges Torrealba

“Esclarecer os motivos para doação eleitoral pessoal e do grupo Libra, de onde partiram os pedidos e possível solicitação indevida de valores em troca de renovação de contratos de concessão em Santos/SP”

Gonçalo Torrealba

“Esclarecer os motivos para doação eleitoral pessoal e do grupo Libra, de onde partiram os pedidos e possível solicitação indevida de valores em troca de renovação de contratos de concessão em Santos/SP”

Celina Borges Torrealba

“Esclarecer os motivos para doação eleitoral pessoal e do grupo Libra, de onde partiram os pedidos e possível solicitação indevida de valores em troca de renovação de contratos de concessão em Santos/SP”

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