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Esquerda impopular

Eleição de 2018 ameaça dizimar aliados de Lula e Dilma no Senado

Doze senadores que ficaram marcados pela defesa intransigente dos governos petistas vão encerrar seus mandatos no ano que vem. E dificilmente eles conseguirão se reeleger

  • PorEvandro Éboli
  • Brasília
  • 23/06/2017 21:27
No sentido horário: os senadores Gleisi Hoffmann, Roberto Requião, Vanessa Grazziotin, Randolfe Rodrigues, LIndbergh Farias e Humberto Costa. | Marcos Oliveira/Agência Senado; Marcelo Andrade/Gazeta do Povo/Geraldo Magela/Agência Senado/Lula Marques/Agência PT
No sentido horário: os senadores Gleisi Hoffmann, Roberto Requião, Vanessa Grazziotin, Randolfe Rodrigues, LIndbergh Farias e Humberto Costa.| Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado; Marcelo Andrade/Gazeta do Povo/Geraldo Magela/Agência Senado/Lula Marques/Agência PT

A renovação de dois terços do Senado nas eleições do ano que vem vai atingir em cheio alguns senadores de esquerda, que costumam fazer barulho na Casa e defender os governos de Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva. Dos 16 senadores mais atuantes desse grupo, 12 vão encerrar seus mandatos – sete deles petistas. E o cenário para tentar uma reeleição aponta para dificuldades. Vários devem sair candidatos a deputado federal.

INFOGRÁFICO: Esquerda deve sofrer baixas significativas no Senado em 2018

Os que desejam se reeleger sabem que a realidade de 2018 será bem diferente da de 2010, quando conquistaram seus mandatos. Seus partidos foram atingidos por denúncias nesses últimos oito anos e os “outsiders” andam ganhando espaço com o discurso de aversão ao político tradicional. Além de uma campanha ao Senado ser considerada de custo financeiro alto, hoje já não é possível arrecadar contribuições junto a empresas que costumavam financiar candidatos – a doação empresarial foi proibida.

O PT deve ser o partido mais atingido. Já teve 14 senadores, hoje tem nove, e sete deles vão embora. Poucos têm boas chances de reeleição, casos de Jorge Viana (AC) e Humberto Costa (PE). Talvez os petistas mais expostos nas defesas dos legados de Lula e Dilma, os senadores Lindbergh Farias (RJ) e Gleisi Hoffmann (PR) patinam em popularidade e, se decidirem buscar a reeleição, não devem lograr êxito. Ambos foram atingidos por denúncias da Lava Jato e devem tentar vaga na Câmara dos Deputados.

Sem trocar o certo pelo duvidoso

Esse é um projeto de Lula: eleger a maior bancada de deputados federais ano que vem. A orientação é que nomes de ponta e destaque do partido assegurem um mandato na Câmara e não se arrisquem em eleições que não tenham garantia de vitória. A ordem é não trocar o certo pelo duvidoso. De quebra, um mandato eletivo na Câmara ainda assegura o foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal para quem for implicado, por exemplo, na Lava Jato.

Outro detalhe importante: Lula candidato ou não faz toda a diferença. Com o petista concorrendo à Presidência, as chances de o partido fazer mais deputados e senadores ampliam numa escala enorme. Em especial no Nordeste, onde o petista é favorito.

“Se o PT repete o mesmo número de senadores eleitos? Depende muito. Se houver uma candidatura de Lula, se ele tiver condições de disputar e não for impedido, certamente faremos uma boa bancada no Senado. Isso amplia as chances de muitos voltarem. Se não tivermos essa candidatura, vai haver muita dispersão partidária. As vagas serão diluídas. PMDB e PSDB também serão atingidos. Agora, Lula no Nordeste pode puxar muita gente”, disse o senador Humberto Costa (PT-PE), que irá tentar a reeleição. “Quero ser candidato à reeleição. Trabalho com esse objetivo.”

Nomes de outras legendas que ganharam destaque como defensores do mandato de Dilma e opositores do governo Temer também vão deixar a Casa e enfrentar novamente as urnas. São os casos de Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). No opositor PMDB, o desfalque será de Roberto Requião (PR), outra incógnita. O provável é que busque a reeleição.

Esquerda deve sofrer baixas significativas no Senado em 2018

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