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GOVERNO BOLSONARO

Militares e grupo de Guedes disputam comando de BNDES e Petrobras

Definição de presidentes de estatais pode se estender por todo o mês. Escolha depende do papel que o próximo governo quer para essas empresas

  • Rio de Janeiro
  • Estadão Conteúdo
 | Albari Rosa/Gazeta do Povo
Albari Rosa/Gazeta do Povo
 
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O nome do próximo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ainda não está definido, mas o economista Rubem de Freitas Novaes, que já foi diretor do banco em 1982, é o “favorito” para o cargo, conforme uma fonte que pediu para não ser identificada.

Na terça-feira (30), após a primeira reunião da cúpula do futuro governo de Jair Bolsonaro, no Rio, o economista Paulo Guedes, futuro ministro da Economia, disse que as discussões sobre a equipe ainda não haviam chegado às estatais. Segundo a fonte ouvida nesta quinta-feira (1º), as discussões estão concentradas em torno da estrutura dos ministérios e dos nomes dos ministros.

A definição sobre o comando das estatais, incluindo BNDES, Petrobras e Banco do Brasil, poderá se estender por todo o mês de novembro. A indicação dos nomes depende, em parte, do papel que essas estatais terão no futuro governo.

Militares: mais estatizantes. Guedes: mais liberal

No caso do BNDES e da Petrobras, a definição desses papéis passa pela disputa por influência, dentro da equipe de governo, entre o grupo formado por militares, com visão mais estatizante, e o grupo liderado por Guedes, com visão mais liberal.

Se o grupo militar prevalecer na disputa pela indicação do comando do BNDES, o banco poderia diminuir, mas ter alguma função no financiamento à inovação e aos investimentos em infraestrutura.

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Já para o grupo mais liberal, o BNDES poderia se dedicar apenas às privatizações de estatais e estruturação de projetos de concessões de infraestrutura à iniciativa privada. Essa função teria prazo de validade. Vendidas as estatais e concedidos os principais projetos de infraestrutura em carteira, o BNDES poderia até mesmo ser extinto.

Também foram ventilados para o comando do BNDES os nomes de Carlos da Costa, de Joaquim Levy, e de Eduardo Centola, sócio e copresidente do Banco Modal.

Segundo reportagem do “Valor Econômico”, colaboradores de Guedes defendem um enxugamento acelerado do banco de fomento, e é dado como certo que a instituição diminuirá de tamanho no ciclo 2019-2022, a exemplo do que já ocorre no governo Temer. Até a extinção do BNDES é cogitada, caso ele se torne “desnecessário” ao longo do tempo.

A reportagem lembra que Rubem Novaes, um dos cotados para a presidência do banco defendeu o seguinte em artigo publicado no jornal “O Globo” em 2013: “Se uma empresa é boa e tem bons projetos, não precisa do BNDES. Se é ruim e seus projetos são ruins, é o BNDES que não deve apoiá-la. Se é ruim, mas tem perspectivas de salvação, caberá a empresas de ‘venture capital’, que têm competência para tal, reestruturá-la para levá-la adiante. Neste novo mundo econômico de grande sofisticação e agilidade do mercado de capitais (...), caberia ao BNDES programar-se para, eventualmente, deixar de existir”.

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