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O executivo Marcelo Odebrecht já tem data para deixar a carceragem da Polícia federal (PF), onde está preso desde novembro de 2014. O executivo vai para casa no dia 19 de dezembro, para cumprir mais dois anos e meio em prisão domiciliar. Odebrecht vai trocar a carceragem da PF por sua casa por causa do acordo de colaboração premiada firmado com o Ministério Público Federal (MPF). Além dele, também vão passar as festas de final de ano em casa o operador Fernando Soares, o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró e o doleiro Alberto Youssef – todos delatores.

No caso de Odebrecht, depois de cumprir dois anos e meio em prisão domiciliar, o executivo deverá cumprir mais dois anos e seis meses no regime semiaberto diferenciado, com recolhimento domiciliar noturno, finais de semana e feriados, com prestação de serviços à comunidade por vinte e duas horas mensais durante o cumprimento da pena. Enfim, daqui cinco anos, Odebrecht irá cumprir mais dois anos e seis meses no regime aberto diferenciado, com recolhimento domiciliar nos finais de semana e feriados, com prestação de serviços à comunidade por vinte e duas horas mensais durante o cumprimento da pena.

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Odebrecht foi condenado por Moro em dois processos da Lava Jato. As penas somadas chegam a 28 anos e seis meses de prisão, que foram substituídas pelo acordo. Odebrecht e outros executivos da empresa firmaram acordos de colaboração premiada e implicaram uma série de políticos que recebiam dinheiro da empreiteira.

Outros delatores

Fernando Soares, apontado como operador do PMDB no esquema da Diretoria Internacional da Petrobras, deixou de ser monitorado pela Polícia Federal no final do mês passado. A partir do dia 18 de novembro de 2017, como previsto no acordo, Soares vai cumprir um ano em regime aberto diferenciado, de restrição domiciliar, sem tornozeleira eletrônica, no período noturno. Ele também deverá prestar serviços à comunidade por seis meses, durante oito horas semanais.

Soares foi condenado por Moro a 22 anos, um mês e dez dias de prisão em dois processos da Lava Jato. Além disso, teve um terceiro processo suspenso depois de firmar o acordo com o Ministério Público Federal.

O ex-diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, também vai mudar o regime de prisão antes das festas de final de ano. O ex-diretor já está preso em casa, com tornozeleira eletrônica, e a partir do dia 24 de dezembro vai poder sair de casa entre às 10 horas e às 20 horas e se deslocar entre o Rio de Janeiro e Petrópolis, na região metropolitana, onde atualmente vive. O regime deve durar mais um ano.

Somadas, as condenações de Cerveró na Lava Jato chegariam a 22 anos, 11 meses e 10 dias de prisão, caso o ex-diretor não tivesse feito acordo.

Já o doleiro Alberto Youssef, que deixou a carceragem da PF em novembro do ano passado, vai passar seu primeiro natal livre. Youssef já terminou de cumprir a pena acertada em seu acordo de colaboração premiada, de três anos de prisão, e está livre desde março desse ano.

Somadas, as penas de Youssef na Lava Jato chegariam a 122 anos e dois meses de prisão. Ele foi condenado por Moro em nove processos e absolvido em outros três. Em três processos, ainda, Moro deixou de condenar ou suspendeu a pena do doleiro por causa do acordo de colaboração.

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