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Um em cada dez brasileiros se declara favorável ao retorno da monarquia no Brasil, segundo levantamento do Instituto Paraná Pesquisas. Uma amostra de 2.132 pessoas de todo o país opinaram, entre os dias 18 e 22 de junho, por meio de um questionário online. O resultado foi que 85% disseram ser contra a restauração do sistema político que antecedeu a República, no fim do século 19.

Outros 11% dos entrevistados (pouco mais de 220 opiniões) aprovaram a ideia resgatar a figura do imperador do Brasil e enterrar de vez o presidencialismo. O grau de confiança do levantamento é de 95%, com margem de erro de 2% para mais ou para menos. O índice de adeptos da monarquia na pesquisa parece pequeno, mas é maior do que a intenção de votos de muitos pré-candidatos à Presidência da República em 2018.

Segundo a última pesquisa Datafolha, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, cotado para ser candidato pelo PSDB, tem 8% da preferência de voto. Já Ciro Gomes, presidenciável do PDT, aparece com 5%. O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa (sem partido), aparece na pesquisa Datafolha com os mesmos 11% dos monarquistas.

Leia também: Quem seria o imperador do Brasil se o sistema de governo mudasse

Embora o resultado da sondagem seja desfavorável, os monarquistas são um grupo político numeroso e organizado. Em maio, o Senado Federal autorizou a tramitação de uma ideia legislativa apresentada por um membro do movimento. A proposta é fazer um referendo para que os brasileiros possam votar se são a favor ou não da restauração da monarquia parlamentarista no Brasil.

O abaixo-assinado online obteve o apoio de 28.524 internautas e transformou a ideia legislativa na Sugestão nº 18/2017, que começou a tramitar na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado, aguardando apenas a designação de um relator. O presidente do colegiado é a senadora Regina Sousa (PT-PI).

A restauração da Monarquia Parlamentarista prevê a coroação de um imperador – da Família Imperial brasileira –, que teria poder de nomear e demitir o primeiro-ministro, dissolver o Congresso para convocar novas eleições, indicação os ministros do STF, sancionar ou vetar leis e convocar plebiscitos e referendos, além de controlar as Forças Armadas. O Legislativo e o Judiciário teriam suas funções mantidas.

O carioca Rodrigo Brasileiro, autor da proposta que inspirou a sugestão legislativa, se diz contra o “presidencialismo corrupto e corruptor”, alegando ser a monarquia um tipo de governo com menos gastos públicos e sem viés partidário.

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