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Dom Angélico Sândalo Bernardino, ao lado de Lula | Paulo Pinto /Fotos Públicas
Dom Angélico Sândalo Bernardino, ao lado de Lula| Foto: Paulo Pinto /Fotos Públicas

Dom Angélico Sândalo Bernardino, bispo que está conduzindo a cerimônia religiosa em homenagem ao aniversário natalício de dona Marisa Letícia, é amigo de longa data de Lula e, em entrevista ao jornal “Folha de S.Paulo” em janeiro deste ano, disse que considera o ex-presidente vítima de uma perseguição motivada por interesses estrangeiros, já que não haveria provas contra Lula. Foi dom Angélico quem deu a unção dos enfermos a Marisa Letícia, quando já estava claro que ela não sobreviveria ao AVC que sofreu no início de 2017.

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Ordenado sacerdote em 1959, dom Angélico foi nomeado bispo pelo papa Paulo VI em 1974, e designado para ser auxiliar da Arquidiocese de São Paulo, então comandada por dom Paulo Evaristo Arns, e permaneceu nesta função por 25 anos, tendo atuado junto à Pastoral Operária e sido diretor do jornal da arquidiocese, “O São Paulo”. Foi já na condição de bispo que dom Angélico se encontrou com Lula pela primeira vez, justamente no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, no fim dos anos 70.

Em 2000, foi transferido pelo papa João Paulo II para a recém-criada diocese de Blumenau (SC), e nessa condição chegou a presidir a Regional Sul 4 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Em 2008, ao completar 75 anos, dom Angélico apresentou seu pedido de aposentadoria, conforme determina o Código de Direito Canônico. O papa Bento XVI aceitou a renúncia em fevereiro de 2019, fazendo dele bispo emérito. Com a aposentadoria, dom Angélico voltou a morar em São Paulo, e desde então tem pleiteado mais espaço para os bispos eméritos dentro da CNBB, como o direito a voto nas deliberações da instituição.

Em 2010, durante a campanha eleitoral para a Presidência da República, dom Angélico demonstrou publicamente seu desagrado com a nota da Comissão em Defesa da Vida da Regional Sul 1 da CNBB (correspondente ao estado de São Paulo) que pedia aos católicos que não votassem em Dilma Rousseff, dada sua defesa explícita da legalização do aborto. Ele e dom Demétrio Valentini, então bispo de Jales (SP), estiveram na linha de frente da defesa de Dilma Rousseff entre o episcopado. Dom Angélico afirmou que a campanha estava “viciada por muita mentira, falsificação e distorção de fatos” e que, apesar de repudiar o aborto, via uma “instrumentalização” do assunto “para fins eleitorais”.

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