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“Somos católicos, graças a Deus”, diz Dom Bertrand de Orléans e Bragança

Dom Bertrand de Orléans e Bragança, 76 anos, é o porta-voz do ramo de Vassouras da família imperial brasileira

  • Tiago Cordeiro, especial para a Gazeta do Povo
Dom Bertrand de Orleans e Bragança, 76 anos, é o porta-voz do ramo de Vassouras da família imperial brasileira | Casa Imperial do Brasil/Divulgação
Dom Bertrand de Orleans e Bragança, 76 anos, é o porta-voz do ramo de Vassouras da família imperial brasileira Casa Imperial do Brasil/Divulgação
 
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Se o Brasil voltasse a ser um império, seu imperador viria da família do ramo de Vassouras. Esse ramos é conduzido Dom Luiz Gastão, de 79 anos, e Dom Bertrand, de 76 – os dois primeiros na linha de sucessão imperial. Os dois vivem juntos numa residência alugada no bairro do Pacaembu, em São Paulo. Mantêm a Casa Imperial, a instituição que, oficialmente, opera como a porta-voz da monarquia brasileira – Dom Bertrand tem atuado como porta-voz oficial da dupla porque a saúde de Dom Luiz é debilitada.

Os dois vivem com ajuda de doação dos monarquistas – alguns deles são voluntários que cozinham, atendem o telefone e a porta e fazem a faxina. São historicamente ligados à Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade (TFP). Bertrand publicou em 2012, o livro Psicose Ambientalista, em que faz críticas aos movimentos sem-terra e aos grupos ambientalistas.

LEIA MAIS: O Brasil ainda tem uma família imperial. Mas, por quê?

Em entrevista à Gazeta do Povo, Dom Bertrand de Orléans e Bragança falou sobre a rixa entre os dois ramos da família imperial, sobre as prioridades de um eventual novo reinado, o combate à corrupção e sobre a relação entre Estado e religião.

O que a família real tem a oferecer ao Brasil hoje?

A principal missão de um chefe de estado, sobretudo sendo um rei, é criar um clima psicológico que restaure na nação o sentimento de ser uma grande família, com um destino comum a realizar. O monarca tende a estimular as virtudes do povo. Assim foi nos tempos de Dom Pedro II. O Brasil deu certo com a monarquia. A república foi um caos completo. Ninguém sabe qual vai ser o futuro.

Em caso de retorno da monarquia, quem deveria ser o rei do Brasil?

Seria meu irmão mais velho, príncipe Dom Luiz.

Existe mesmo uma rixa entre os grupos de Petrópolis e de Vassouras?

A rixa está absolutamente superada, e todo o movimento monárquico cerra filas com Dom Luiz. O ramo de Petrópolis não trata mais da questão, ela está superada pela história. Os dois ramos hoje se dão muito bem.

Um rei faria voltar o Poder Moderador, que dava poderes aos imperadores?

O Poder Moderador é indispensável. Ele está previsto na Constituição de 1824 e é uma atribuição pessoal do imperador cuja missão é manter o equilíbrio entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Evitaria o que nós estamos vendo hoje, que é uma luta de morte entre os três poderes. E quem sofre com isso é a nação. O Poder Moderador garantia a unidade, a estabilidade e a continuidade da nação. Na realidade, um imperador tinha incomparavelmente menos poder do que qualquer presidente da República de hoje. Ele tinha uma influência muito grande, uma influência que beneficiava o conjunto da nação.

SAIBA MAIS: Leia a entrevista com Dom João, integrante do ramo de Petrópolis da família imperial

Quais seriam as prioridades de seu irmão como monarca?

Primeiro ele restauraria a harmonia da nação. O Brasil é um país extraordinário, foi abençoado por Deus. O povo brasileiro é bom, é trabalhador, tem esperança no futuro. E, apesar de toda a crise, consegue superar todas essas tragédias. O Brasil, apesar de tudo, continua forte no agronegócio. Os agricultores têm salvado o país.

Como o senhor combateria a corrupção?

A causa da corrupção política é o custo da república. Uma eleição custa milhões de reais. De onde vem esse dinheiro? De empresas que depois são beneficiadas. O Brasil foi saqueado por um partido e agora estamos pagando a conta. E é um partido que tinha como objetivo, reconhecidamente, fazer do Brasil um país socialista. Três princípios são fundamentais para a sanidade sócio-econômica de uma nação: responsabilidade administrativa, respeito à propriedade privada e o Estado mínimo. O Estado só deve fazer o que o conjunto da nação não for capaz por si mesma. Quanto menor o Estado, melhor. A vitalidade de um povo não vem de cima para baixo, vem de baixo para cima. De cima para baixo deve vir o bom exemplo e a orientação, não mais do que isso.

Apoiaria projetos de união estável homoafetiva?

Nós somos católicos, graças a Deus. E a doutrina católica estabelece que o casamento é só entre homem e mulher. Eu sou favorável a que se respeite. Deus criou o homem e a mulher e deu como mandato: crescei e multiplicai-vos.

Defenderia o fortalecimento da igreja católica?

Quando não há o respeito à lei de Deus, o mundo caminha para o caos, para a mediocridade, para a corrupção, para a tirania. Um Estado que volta as costas para Deus se põe no papel de Deus e se julga no bel prazer de legislar sobre absolutamente tudo. Agora estão querendo legislar sobre a liberação da droga. Se fala contra o fumo e a bebida alcoólica mas quer liberar a droga, que é muito pior. O álcool não é um mal em si, até é uma coisa boa. O abuso é que é mal. Um bom vinho é uma coisa muito boa. Aliás, o primeiro milagre de Nosso Senhor Jesus Cristo foi transformar água em vinho. E certamente foi o melhor vinho da história.

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