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CRISE NA SEGURANÇA

Subcomandante de UPP é morto a tiros em meio à intervenção no Rio

Tentente é o terceiro militar morto desde sexta-feira, quando Michel Temer decretou a intervenção federal no estado

    • Folhapress
    • 21/02/2018 09:25
    Fuzileiros navais participam de operação de segurança na favela Kelson’s, na zona norte do Rio de Janeiro: três policiais militares foram mortos desde a intervenção. | Agência Brasil/Fernando Frazão
    Fuzileiros navais participam de operação de segurança na favela Kelson’s, na zona norte do Rio de Janeiro: três policiais militares foram mortos desde a intervenção.| Foto: Agência Brasil/Fernando Frazão

    O tenente Guilherme Lopes da Cruz foi morto, na madrugada desta quarta-feira (21), em um assalto em Jacarepaguá, zona oeste do Rio. Cruz era subcomandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Vila Kennedy, também na zona oeste.

    O tenente foi o terceiro militar morto desde sexta (16), quando o presidente Michel Temer nomeou o general Walter Souza Braga Netto, do Comando Militar do Leste, como interventor federal na segurança pública do Rio. Cruz é o 18° policial morto este ano no estado.

    Cruz foi morto após reagir a um assalto quando recebia o seu lanche no drive-thru de uma lanchonete na Freguesia. Pelo menos dois criminosos participaram da ação, que baleou o policial militar. Segundo testemunhas, um deles ficou ferido, mas conseguiu fugir.

    Imagens de câmeras de segurança da loja foram requisitadas por agentes da Delegacia de Homicídios, que já fizeram uma perícia no local.

    Nesta quarta (21), o corpo do sargento do Exército Bruno Albuquerque Cazuca deverá ser sepultado no Rio. Ele foi morto nesta terça (20) após reagir a um assalto em Campo Grande, zona oeste. No domingo (18), o sargento Cristiano das Neves Souza foi morto na porta de um bar em Bangu, também na zona oeste.

    Sem salário, sem combustível, sem coletes, sem munição

    O Rio de Janeiro passa por uma grave crise política e econômica, com reflexos diretos na segurança pública. Desde junho de 2016, o Estado está em situação de calamidade pública e conta com o auxílio das Forças Armadas desde setembro do ano passado.

    Não há recursos para pagar servidores e para contratar PMs aprovados em concurso. Policiais trabalham com armamento obsoleto e sem combustível para o carro das corporações. Faltam equipamentos como coletes e munição.

    A falta de estrutura atinge em cheio o moral da tropa policial e torna os agentes vítimas da criminalidade. Somente neste ano, 18 PMs foram assassinados no Estado – foram 134 em 2017.

    Com a escalada nos índices de violência, o presidente Michel Temer (MDB) decretou a intervenção federal na segurança pública do Estado, medida que conta com o apoio do governador Luiz Fernando Pezão, também do MDB.

    Temer nomeou como interventor o general do Exército Walter Braga Netto. Ele, na prática, é o chefe dos forças de segurança do Estado, como se acumulasse a Secretaria da Segurança Pública e a de Administração Penitenciária, com PM, Civil, bombeiros e agentes carcerários sob o seu comando. Braga Netto trabalha agora em um plano de ação.

    Apesar da escalada de violência no Rio, que atingiu uma taxa de mortes violentas de 40 por 100 mil habitantes no ano passado, há outros estados com patamares ainda piores. No Atlas da Violência 2017, com dados até 2015, Rio tinha taxa de 30,6 homicídios para cada 100 mil habitantes, contra 58,1 de Sergipe, 52,3 de Alagoas e 46,7 do Ceará, por exemplo.

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