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Sobretaxa de 25%

Alckmin reage a tarifaço dos EUA, chama medida de injusta e acusa “sabotadores”

Geraldo Alckmin
Vice-presidente e ministros afirmam que nova sobretaxa de 25% é "total descabível" com a realidade da balança comercial entre os dois países. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB-SP) criticou nesta terça-feira (2) o novo tarifaço de 25% sugerido pelo governo dos Estados Unidos ao Brasil e diz que recebeu a notícia com “indignação”, considerando a medida como “injusta”.

Alckmin criticou o relatório do Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR) que cita temas como PIX, desmatamento ilegal, pirataria e supostas falhas no combate à corrupção como fatores que poderiam restringir ou onerar o comércio com os americanos. Para ele, a proposta de taxação é “total descabível” e voltou a ressaltar que o país norte-americano é superavitário no comércio com o Brasil.

“O caminho é o diálogo que já vem ocorrendo. Não existe tema proibido. [...] Falsos patriotas e sabotadores colocam interesses pessoais e eleitorais acima do país. Vamos trabalhar e dialogar para que essas medidas não se concretizem”, disparou o vice-presidente após uma reunião com os ministros Dario Durigan (Fazenda) e Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços).

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Geraldo Alckmin fez coro ao discurso de Lula ao defender o PIX como um “patrimônio nacional” e que o sistema de pagamentos instantâneos representa um avanço tecnológico que beneficia a economia e facilita a vida dos brasileiros sem gerar custos para os usuários.

Na avaliação do vice-presidente, os argumentos apresentados pelos Estados Unidos não conferem com os números, afirmando que o país norte-americano acumula superávit de cerca de US$ 40 bilhões nas trocas com o Brasil.

“Dos dez produtos que o Brasil mais importa dos Estados Unidos, oito entram aqui com tarifa zero. Entendemos que essa proposta [de taxação] é total descabível”, pontuou.

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Junto de Alckmin, Durigan reforçou a defesa do PIX e afirmou que o sistema não será alvo de negociação. Segundo ele, a ferramenta se tornou um símbolo da autonomia financeira brasileira e representa uma inovação tecnológica reconhecida internacionalmente.

“Ele é símbolo da nossa soberania financeira, orgulho do país e do nosso povo. O Pix será protegido, resguardado e não está em debate”, afirmou Durigan.

O ministro também acusou a família Bolsonaro de manter uma posição contrária ao sistema de pagamentos e disse que interesses privados estariam incomodados com a popularização de um meio de pagamento acessível e democrático.

“Mais uma vez a família Bolsonaro faz um movimento contrário ao PIX”, disparou.

Durigan ainda argumentou que as tarifas propostas pelos Estados Unidos prejudicam empresários e trabalhadores brasileiros, e rebateu os pontos levantados pelo governo americano. O ministro afirmou que o Brasil tem condições de contestar as acusações, destacando ações de combate ao desmatamento, avanços na geração de emprego e o amplo mercado disponível para empresas de tecnologia que atuam dentro das leis brasileiras.

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