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Flagrante foi ratificado na delegacia

Homem é preso após denúncia de tentativa de suborno a coordenadora de campanha do Missão

Renan Santos e sua coordenadora de campanha, Amanda Vettorazzo, contam caso à imprensa. (Foto: David Pirajá / Partido Missão)

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A coordenadora de campanha de Renan Santos e vereadora Amanda Vettorazzo (União) denunciou, nesta terça-feira (25), um homem após o que relatou como uma tentativa de suborno dentro do seu gabinete na Câmara Municipal de São Paulo. Ele foi preso em flagrante, conforme o Boletim de Ocorrência (BO) a que a reportagem teve acesso.

De acordo com a parlamentar, o suspeito ofereceu uma propina de R$ 200 mil, a título de "adiantamento". Ela, em seguida, contou ter dado voz de prisão ao homem com a ajuda da Guarda Civil Metropolitana (GCM). O suspeito foi levado e apresentado ao 1º Distrito Policial da cidade, onde foi relatada a ocorrência, ratificada a prisão e elaborado o BO.

Fornecedor de câmeras

Ainda de acordo com Amanda, que conversou com a imprensa em frente à delegacia logo após o ocorrido, a abordagem foi feita pelo representante de uma empresa fornecedora de câmeras corporais. Ele estaria interessado em conseguir, por meio da influência política da vereadora, um contrato de R$ 60 milhões com a Prefeitura de São Paulo.

Para a coordenadora de campanha do candidato do partido Missão, caberia uma comissão de 10% pela intermediação do negócio – ou seja, um montante de até até R$ 6 milhões.

“Ele falou: ‘Eu sei que você atua na segurança pública, eu represento uma empresa que tem várias soluções de tecnologia’. Ele perguntou se poderia apresentar [a solução] na Comissão de Segurança Pública, e eu falei: ‘Claro’. Ele foi acompanhado de dois técnicos, apresentou a proposta e acabou sendo refutado em vários pontos por questões técnicas”, afirmou.

O suspeito então prosseguiu diretamente com as tentativas de aliciamento, de acordo com o relato, comparecendo então a seu gabinete.

A vereadora relatou ter dado voz de prisão ao homem imediatamente após ouvir a proposta indecorosa. O vídeo da abordagem foi encaminhado à Gazeta do Povo pela equipe de campanha.

Corrupção pode dar até 12 anos de prisão

O suspeito pode ser indiciado pelo crime de corrupção ativa, cuja pena varia de 2 a 12 anos de prisão, além de multa.

O boletim de ocorrência está em elaboração e foi solicitado à Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. A reportagem optou por não publicar o nome do suspeito nem o da empresa até ter acesso à íntegra do registro policial e a um posicionamento da defesa.

Renan anuncia Amanda como ministra da Secretaria-Geral

Presente à coletiva que denunciou o caso, o presidenciável do Missão aproveitou para anunciar Amanda Vettorazzo como sua ministra-chefe da Secretaria Geral da Presidência, caso vença as eleições.

Visivelmente orgulhoso, disse que Amanda “sempre foi a mais corajosa do grupo" e que o cargo é conhecido por ser uma posição “nobre”.

A secretaria geral faz parte do trabalho estrutural e organizacional da presidência, toca desde a comunicação até a organização da presidência da república na sua relação com os ministérios. É uma função nobre, por isso Amanda é a mais indicada”, declarou à imprensa.

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