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"Com extrema urgência"

André Mendonça veda acesso a dados privados de Vorcaro pela CPMI do INSS

Ministro conduz investigação para apurar qual parlamentar ou assessor vazou quebra de sigilo do dono do Master.
Ministro conduz investigação para apurar qual parlamentar ou assessor vazou quebra de sigilo do dono do Master. (Foto: Victor Piemonte/STF)

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça proibiu que a CPMI do INSS tenha acesso aos dados e objetos do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, armazenados na sala-cofre do Senado Federal. O ministro ainda determinou, nesta segunda-feira (16), que a Polícia Federal (PF) retire do local tudo o que diga respeito "exclusivamente à vida privada do citado investigado". O magistrado pediu que a medida ocorra "com extrema urgência".

A determinação ocorre como parte de uma investigação que busca identificar qual deputado, senador ou assessor violou o sigilo funcional ao vazar os dados sigilosos em poder do colegiado. Mesmo com as restrições, um assessor teria entrado no local com óculos equipados com uma câmera acoplada.

Daniel Vorcaro é acusado de emitir títulos de crédito fraudulentos. O esquema teria movimentado valores em torno de R$ 12 bilhões. As investigações subsequentes ainda encontraram indícios da existência de uma milícia privada com o objetivo de monitorar e silenciar opositores. As revelações levaram ao suicídio, na prisão, de Luiz Phillipi Mourão, conhecido como "Sicário".

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Quebra de sigilo telemático revelou relações entre Vorcaro e Toffoli, antigo relator da investigação, além de diálogos atribuídos a Moraes. Quebra de sigilo telemático revelou relações entre Vorcaro e Toffoli, antigo relator da investigação, além de diálogos atribuídos a Moraes. (Foto: Antonio Augusto/STF)

Os dados resultantes da quebra de sigilo do banqueiro incluíam contatos de autoridades como os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), além dos ministros do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, da advogada Viviane Barci, esposa de Moraes, e de seu sócio, o advogado Mágino Alves Barbosa Filho. O conteúdo, porém, incluía também uma conversa com sua então namorada, a influenciadora Martha Graeff, o que motivou os questionamentos da defesa quanto ao direito à privacidade do investigado.

A CPMI tem, oficialmente, interesse em entender se há relação entre a fraude no Master e o esquema de descontos associativos fraudulentos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Há, porém, a intenção de parlamentares de instalar uma CPI ou CPMI do Banco Master. Apesar dos requerimentos, Alcolumbre e Motta sinalizam que pretendem segurar a pauta. Motta já disse que os requerimentos irão para o fim da fila, sendo analisados após os outros 15 que pedem a instalação de comissões de inquérito. Já Alcolumbre tenta negociar com a oposição para que, em troca de pautar o veto do presidente Lula (PT) ao projeto de lei da dosimetria, não seja pautado o requerimento de CPMI do INSS. Diferentemente da CPI, no entanto, a CPMI precisa passar pela pauta na próxima sessão conjunta a ser instalada.

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