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Em meio à disputa no Senado

Bolsonaro pede a Moraes autorização para receber Rogério Marinho e Tereza Cristina

PGR se manifesta a favor de visita de Flávio a Bolsonaro
O pedido ocorre em meio às articulações da direita para definir um candidato capaz de enfrentar o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que pretende disputar a reeleição (Foto: Ton Molina/STF)

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A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que ele receba em sua residência os senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS).

Os dois parlamentares articulam candidaturas à Presidência do Senado, cuja eleição ocorrerá em fevereiro de 2027.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar e precisa de autorização de Moraes para receber as visitas. No requerimento, os advogados pediram que o ministro defina as datas dos encontros, preferencialmente às terças, quartas ou quintas-feiras.

O pedido ocorre em meio às articulações da direita para definir um candidato capaz de enfrentar o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que pretende disputar a reeleição com o apoio do governo Lula.

O PL anunciou oficialmente a candidatura de Marinho na terça-feira (3). Tereza Cristina, por sua vez, mantém a intenção de concorrer ao comando da Casa.

A senadora também defende a possibilidade de se tornar a primeira mulher a presidir o Senado.

Disputa pela presidência do Senado

Tereza Cristina afirmou que mantém sua candidatura, mas disse que negocia um entendimento com Marinho.

“A minha candidatura está mantida e a dele também. Vamos ver mais para frente. Temos pouco menos de 90 dias para isso. E eu quero ser a primeira mulher presidente do Senado”, declarou a senadora.

Marinho também sinalizou que os dois não pretendem disputar diretamente a mesma vaga.

“Continuamos a conversar. Estamos discutindo um acordo entre nós, mas não seremos candidatos um contra o outro”, afirmou.

Uma das possibilidades em negociação prevê um rodízio entre os dois aliados: um concorreria à presidência do Senado em 2027 e o outro ficaria com a disputa em 2029.

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