• 25/11/2020 17:10
Parlamento

Deputados pedem a volta dos trabalhos presenciais no Congresso

  • 25/11/2020 17:10
  • PorEstadão Conteúdo
    Ao todo, existem 19,5 mil projetos parados nas 25 comissões permanentes da Câmara. Destes, 1.092 estão prontos para serem votados.
    Ao todo, existem 19,5 mil projetos parados nas 25 comissões permanentes da Câmara. Destes, 1.092 estão prontos para serem votados.| Foto: Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados Fonte: Agência Câmara de Notícias

    Com as comissões do Congresso paradas desde o ano passado e o plenário funcionando de forma remota desde março, a bancada ruralista pressiona pela volta dos trabalhos presenciais no parlamento. Em nota, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), com 245 deputados e 39 senadores, faz um apelo pelo retorno, respeitando regras sanitárias, para o avanço do debate de medidas como a reforma tributária e a regularização fundiária. "É urgente e necessário o retorno das atividades do Congresso Nacional, cujo debate tem sido prejudicado por sessões remotas que analisam apenas o que é de consenso geral", diz em nota o grupo suprapartidário. Com a paralisação do funcionamento das comissões temáticas do Congresso, os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), concentraram um poder inédito desde que assumiram o comando das duas Casas.

    Ao todo, existem 19,5 mil projetos parados nas 25 comissões permanentes da Câmara. Destes, 1.092 estão prontos para serem votados, ou seja, já foram debatidos e os relatores já deram seus pareceres. Até pela composição - os colegiados têm, no máximo, 66 parlamentares - os debates são mais detalhados e, muitas vezes, envolvem audiências públicas com pessoas de fora do parlamento chamadas a opinar sobre os mais diversos temas. A votação diretamente no plenário das duas Casas Legislativas pula essa etapa do debate. "A Casa é a representação máxima do debate e enfrentamento dos problemas brasileiros e não pode permanecer em paralisia enquanto assuntos urgentes deixam de ser discutidos", diz ainda a nota da bancada.

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