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Autodefesa feminina

Câmara aprova uso de spray de pimenta por mulheres para autodefesa

Câmara aprova uso de spray de pimenta por mulheres para autodefesa
Câmara aprova uso de spray de pimenta por mulheres para autodefesa (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)

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A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (11) um projeto de lei que autoriza a venda, a posse e o porte de spray de pimenta por mulheres para fins de defesa pessoal. O texto agora segue para análise do Senado.

Pelo projeto, o spray poderá ser utilizado por mulheres maiores de 18 anos. Adolescentes entre 16 e 18 anos também poderão portar o dispositivo, desde que tenham autorização expressa de responsável legal. Segundo a justificativa da proposta, a medida busca ampliar os mecanismos de proteção contra agressões físicas e sexuais.

O texto estabelece que o produto deverá ter aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e obedecer a padrões técnicos e de segurança definidos pelo Poder Executivo. O spray será de uso individual e não poderá conter substâncias de efeito letal ou de toxicidade permanente.

Para adquirir o equipamento, será necessário apresentar documento oficial com foto, comprovante de residência e uma autodeclaração de que a compradora não possui condenação por crime doloso com violência ou grave ameaça.

O dispositivo só poderá ser usado para repelir agressões injustas ou iminentes, de forma proporcional, com o objetivo de neutralizar temporariamente o agressor e permitir a fuga da vítima.

O uso desses dispositivos já é legal em países como Estados Unidos, Itália, França e Alemanha. No Brasil, atualmente, os estados do Rio de Janeiro e de Rondônia já aprovaram leis permitindo o acesso das mulheres ao spray.

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Projeto também prevê capacitação sobre defesa pessoal

O texto aprovado também prevê a criação de um programa nacional de capacitação voltado a mulheres, com foco em defesa pessoal e no uso de instrumentos de menor potencial ofensivo, como o spray de pimenta. A iniciativa deverá ser implementada de forma progressiva e dependerá de regulamentação específica, além de previsão orçamentária e da celebração de convênios com entidades parceiras.

Entre as diretrizes do programa estão a realização de oficinas de defesa pessoal e instruções técnicas sobre o manuseio e o armazenamento do aerossol de extratos vegetais, a orientação sobre os limites legais da legítima defesa e as consequências do uso desproporcional do instrumento, além da disseminação de informações sobre o ciclo da violência doméstica e os canais de denúncia. O texto também prevê campanhas educativas sobre o uso responsável do spray.

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