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Dança de cadeiras

Camilo Santana assume liderança do PT no Senado no lugar de Teresa Leitão

Senadora precisou ocupar a liderança do governo após a queda de Jaques Wagner pela repercussão do caso Master.
Senadora precisou ocupar a liderança do governo após a queda de Jaques Wagner pela repercussão do caso Master. (Foto: Roque de Sá/Agência Senado)

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A nona fase da operação Compliance Zero provocou uma dança de cadeiras no Senado. Em meio à repercussão das revelações sobre seu envolvimento com Daniel Vorcaro, Jaques Wagner (PT-BA) decidiu deixar a liderança do governo na Casa. Com isso, a então líder da bancada do PT, Teresa Leitão (PE), precisou ser deslocada para ocupar o posto. Agora, o ex-ministro da Educação Camilo Santana, que também foi eleito senador pelo Ceará, assume a liderança do PT no Senado. A função foi transmitida na manhã desta quarta-feira (8).

"Tenho certeza de que Camilo seguirá conduzindo essa missão com a sensibilidade, experiência e capacidade de articulação. Seguimos juntos, somando forças no Senado para defender as prioridades do Brasil e do presidente Lula", escreveu Teresa em suas redes sociais.

Camilo nega uma pré-candidatura e alega que deixou o governo apenas para focar na articulação de campanha, sobretudo no Ceará, estado pelo petista Elmano de Freitas, que busca a reeleição, mas vê surgir entre as ameaças o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), apoiado pelo PL.

Wagner é acusado pela Polícia Federal (PF) de receber pagamentos e outros benefícios em troca de uma atuação parlamentar favorável ao Master. Uma das contrapartidas teria sido uma emenda que ampliou as possibilidades para o crédito consignado, aumentando os limites para aposentados e pensionistas e permitindo a inclusão de beneficiários do BPC (Benefício de Prestação Continuada).

Durante o cumprimento do mandado, foram apreendidos US$ 49 mil em espécie em um endereço ligado ao senador. Ele nega quaisquer irregularidades e afirma que os valores são lícitos e que foram reservados para viagens internacionais.

Sobre a suposta atuação pró-Master, o petista destaca que chegou a votar contra a chamada "emenda Master", proposta pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), que pretendia aumentar o limite das garantias do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), aumentando a atratividade dos investimentos no banco.

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