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Ex-vereador do Rio de Janeiro e pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL), usou o X nesta terça-feira (6) para fazer um relato em tom de denúncia. Segundo Carlos, como consequência da queda em sua cela na Polícia Federal (PF), em Brasília, o ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou uma marca de hematoma no rosto e sangramento nos pés após a queda, além de sinais de desorientação.
O acidente teria ocorrido durante a madrugada. Em sua postagem, Carlos o atribuiu a um possível pesadelo de Bolsonaro enquanto dormia. Ao cair da cama, o ex-presidente bateu a cabeça em uma mesa de canto, ferindo o rosto.
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Em sua postagem, escrita em inglês, Carlos relatou que tomou conhecimento do que tinha acontecido depois de ser autorizado a ver o pai, logo em seguida de Michelle. “Depois de vê-lo, notei um hematoma no rosto e sangramento nos pés; perguntei o que havia acontecido e, visivelmente desorientado, ele mudou de assunto”, escreveu Carlos.
Demora no socorro
Ainda de acordo com Carlos, a queda só seria descoberta pela PF quando agentes destrancaram a porta da sala de estado-maior, que serve como cela, pela manhã. A demora no atendimento deixa a “todos apreensivos, imagine meu pai”, segundo ele.
Ele prosseguiu dizendo que medidas têm sido tomadas para assegurar sua vida, sendo que ele sofreria de labirintite, que não vem sido adequadamente tratada em virtude da prisão. Carlos finaliza dizendo que espera há duas horas no hospital DF Star pela chegada do pai.
A defesa de Bolsonaro pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes a transferência do ex-presidente para o hospital DF Star. No documento, informou a Moraes que Bolsonaro "sofreu queda em sua cela, com impacto craniano e suspeita de traumatismo, situação que, diante de seu histórico clínico recente, impõe risco concreto e imediato à sua saúde".
"Diante da urgência e gravidade do quadro, requer seja desde logo autorizada a imediata remoção do paciente ao hospital para realização dos exames clínicos e de imagem necessários, com acompanhamento de sua equipe médica e sob escolta policial, a fim de preservar sua integridade física e evitar agravamento irreversível", complementou a defesa.
PF muda versão sobre atendimento
A Polícia Federal (PF) chegou a dizer que Bolsonaro seria atendido imediatamente, mas voltou atrás na decisão de encaminhar o ex-presidente prontamente ao hospital. Antes, uma nota oficial confirmava a afirmação de Michelle Bolsonaro, dizendo que o órgão encaminharia o o ex-presidente para a realização de exames após pedido do seu médico particular. Mas a corporação mudou depois o texto, dizendo que "eventual encaminhamento ao hospital dependeria de autorização do STF".
A notícia da queda de Bolsonaro surgiu após a visita de Michelle, que chegou às 9h para ficar meia hora, mas acabou permanecendo até depois das 11h, o que chamou a atenção da imprensa. Minutos depois, ela anunciou, em seu Instagram, que Bolsonaro havia caído da cama e batido a cabeça.







