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O Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra) divulgou, nesta segunda-feira (22), um relatório que demonstra que os cubanos superaram os venezuelanos em pedidos de refúgio no Brasil. A virada aconteceu em 2025, ano em que a ilha passou a sofrer grave crise energética.
De acordo com os dados divulgados, no ano passado foram registrados 75.599 pedidos de refúgio no país. Desse total, 41.919 foram solicitações de cubanos, o que representa 55,4% do volume global. O número de cidadãos de Cuba que solicitaram o reconhecimento da condição de refugiado em 2025 reflete um aumento de 88,1% em relação ao total contabilizado no ano anterior.
Crise econômica agravada
Nos últimos anos, Cuba enfrentou um agravamento de suas crises econômica e social, marcado pela escassez de alimentos, combustíveis e medicamentos, além do aumento da violência e do desrespeito às liberdades individuais. Em Cuba, salários e outros benefícios equivalem, atualmente, a cerca de US$ 15 (R$ 75) no câmbio real, enquanto uma cesta básica no mercado informal pode superar US$ 200 (cerca de R$ 1 mil).
Em maio, o governo do presidente Donald Trump ampliou as sanções contra o regime cubano e mirou estruturas financeiras ligadas aos militares, incluindo o GAESA, grupo apontado por Washington como peça central no controle de recursos da ilha.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse recentemente em entrevista à Fox News, que os cubanos estão “literalmente comendo lixo nas ruas” enquanto a riqueza do país permanece concentrada em estruturas controladas pelo regime.










