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Tomás Miguel Paiva
Tomás Miguel Paiva afirma que o Exército como instituição não se envolveu no suposto plano por “obrigação” por “cumprir a lei”.| Foto: André Borges/EFE

O comandante-geral do Exército Brasileiro, general Tomás Miguel Paiva, afirmou nesta quarta (14) que os militares que foram citados na investigação sobre a suposta tentativa de golpe de Estado envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados serão responsabilizados pelos atos. Pelo menos oito militares foram alvos de mandados de prisão e de busca e apreensão na semana passada durante a operação deflagrada pela Polícia Federal, mas há outros mencionados nos autos.

Pelo menos dois já foram exonerados das funções, como o tenente-coronel Guilherme Marques de Almeida, que estava no comando do 1º Batalhão de Operações Psicológicas em Goiânia, e o tenente-coronel Hélio Ferreira Lima, anteriormente comandante da 3ª Companhia de Forças Especiais em Manaus.

“Quem fez vai ser responsabilizado, mas é preciso separar indivíduos da instituição. O que eu quero com meu trabalho: tenho missão constitucional a ser cumprida. E não existe linha de ação viável para qualquer ilegalidade. É missão e cumprimento constitucional”, disse em entrevista à GloboNews.

Paiva afirmou ainda que o Exército como instituição não se envolveu no suposto plano por “obrigação” por “cumprir a lei”, mesmo tendo oficiais que supostamente se mostraram favoráveis ao plano. “Temos que afastar sentimento de que isso [ilegalidades] está no farol, que isso pode acontecer. Não pode acontecer. E o Exército não faz mais do que obrigação do que cumprir a lei. Ponto e acabou”, completou.

Pouco depois da deflagração da operação, o Exército informou que acompanhou o cumprimento dos mandados da PF e que se colocou à disposição para prestar todas as informações necessárias para as investigações.

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