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Covid-19

Brasil vai mudar estratégia caso coronavírus seja declarado pandemia; entenda

  • Brasília
  • 06/03/2020 11:02
Coronavírus
Passageiros desembarcam no Aeroporto de Guarulhos com máscaras: novo coronavírus se alastra e preocupa as autoridades de saúde do Brasil.| Foto: Nelson Almeida/AFP

O coronavírus (Covid-19) já se espalhou por todos os continentes e infectou 98,2 mil pessoas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mas até a manhã desta sexta-feira (6) ainda não foi declarado uma pandemia. O governo brasileiro tem pressionado a OMS por essa classificação desde o início da semana. Caso isso aconteça, a estratégia para lidar com o vírus sofre uma alteração.

Segundo dados da OMS atualizados até o fechamento desta reportagem, a Covid-19 já se espalhou por 88 países no mundo, provocando 3,3 mil mortes desde o seu surgimento. Além da China, que concentra 80,7 mil casos, os países mais afetados são a Coréia do Sul (6,2 mil infectados), Itália (3,8 mil) e o Irã (3,5 mil).

A OMS é o organismo máximo para classificar esse tipo de doença no cenário internacional. Caso a organização declare que o coronavírus se tornou uma pandemia, o foco deixa de ser conter a doença e identificar por onde os pacientes passaram e passa a ser tratar os casos mais graves.

Surto, epidemia, pandemia: qual a diferença?

Segundo a classificação da OMS, a Covid-19 é uma “emergência internacional”. A pandemia é a classificação mais grave para a doença.

O surto acontece quando o número de casos aumenta rápido, em uma área geográfica restrita. Foi o que aconteceu no início da disseminação da doença, quando apenas a China tinha casos confirmados. A partir do momento em que os casos começam a se espalhar por outros países, há uma epidemia.

Uma pandemia acontece quando os casos começam a aparecer em todos os continentes, inclusive com transmissão local. A OMS considera que ainda não há uma pandemia de coronavírus, já que há continentes em que foram confirmados pouquíssimos casos, como na América do Sul.

Segundo dados da OMS, apenas quatro países da América do Sul tiveram casos confirmados até agora: Brasil, Equador (com 13 casos), Argentina e Chile (com um caso confirmado em cada um).

Estratégia para tratar pandemia de coronavírus muda

Segundo o ministro da saúde do Brasil, Luiz Henrique Mandetta, a OMS já deveria ter declarado uma pandemia de coronavírus. “Demora para que a Organização Mundial da Saúde fale: ‘Olha, temos uma pandemia’, para que a gente possa trabalhar com critérios pandêmicos”, disse em uma coletiva na quarta-feira (4).

A OMS, por outro lado, insiste que a estratégia de conter a doença ainda é possível. Ao declarar uma pandemia, a estratégia passa a ser tratar os casos mais graves.

“No momento, não estamos testemunhando uma disseminação mundial sem controle. Esse vírus tem potencial pandêmico? Absolutamente, mas usar a palavra pandemia agora não se encaixa nos fatos. Isso pode causar medo. Este não é o momento de focar em qual palavra vamos usar. Isso não vai prevenir uma única infecção hoje ou salvar uma única vida”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante coletiva de imprensa ainda em fevereiro.

Caso seja declarada uma pandemia, a estratégia de isolar cidades, como aconteceu na China, e deixar pacientes em quarentena, por exemplo, perde o sentido. Essas medidas são adotadas para evitar que a doença se espalhe. Em caso de pandemia, a doença já se espalhou e a estratégia é tratar os doentes mais graves, evitando mortes.

“Com uma pandemia, seguramente vamos ter que adotar medidas mais restritivas no país. Já é uma pandemia, então temos que nos preparar para piores dias”, avalia o diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia, o médico Marcos Cyrillo.

Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que “busca compreender a dinâmica do vírus em relação a sua transmissibilidade e mortalidade”. “Ao que as evidências indicam, o vírus possui uma transmissibilidade maior e uma letalidade menor do que a apresentada inicialmente, conforme novos estudos apontam”, diz a pasta.

O Ministério da Saúde também afirma que já está se preparando “para uma fase de transição entre a contenção do vírus e o atendimento à população afetada”.

Como o Brasil deve lidar com o coronavírus

Segundo Cyrillo, a melhor estratégia no caso brasileiro ainda é tentar evitar o avanço do vírus. “A melhor estratégia é adotar todas as medidas de segurança, de tratamento, de isolamento de contato, cuidados dentro dos hospitais com doentes com a doença, os hábitos de higiene da população. Essas são as maneiras de conter”, disse.

Segundo o diretor da SBI, o Brasil tem lidado bem com a situação até agora. Mas ele acredita que o país não tem condições de lidar com um número alto de doentes. “O Brasil tem lidado bem com o vírus e tem feito bastante documento, protocolo, tem feito muito as diretrizes. Talvez nós não tenhamos pessoas, hospitais, centros cirúrgicos, talvez não tenhamos leitos de UTI, álcool gel. Não é a parte burocrática, é a parte de colocar a mão na massa que está com problema, eu acredito”, diz. “O país não tem condições de lidar com um grande número de infectados, não. Tem que aguardar para ver”, completa.

Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que “tem trabalhado para garantir insumos e medicamentos com diferentes fornecedores nacionais e internacionais para os pacientes atendidos no Sistema Único de Saúde (SUS)”. “A pasta dimensiona as aquisições, a partir da necessidade de estados e municípios, quais e quantos tipos de medicamentos podem ser comprados de forma central e distribuídos aos estados e os que podem ser comprados com recurso descentralizado. O Ministério da Saúde continuará se adaptando conforme a avaliação de novos cenários da doença dentro do país”, completou a pasta.

O ministério também afirma que melhorou os processos de compra para garantir melhor montagem de estoque e maior capacidade de reposição de insumos e medicamentos no país. “A pasta mudou, ainda, a logística, melhorou o acondicionamento e reduziu as perdas. Com essas ações há maior garantia de abastecimento na rede pública, inclusive para os momentos de emergência de saúde”, ressalta a nota enviada à reportagem.

Casos de coronavírus no Brasil

O caso mais recente confirmado no Brasil é de uma mulher de 34 anos que mora em Feira de Santana, na Bahia. É o primeiro caso registrado no Nordeste. Ela retornou da Itália no último dia 25 e seria assintomática.

Outro caso assintomático foi registrado em São Paulo. Trata-se de uma estudante de 13 anos, que também estava de férias na Itália.

Outros dois casos confirmados são pacientes que tiveram transmissão local do vírus. Um deles estava em um churrasco com um paciente que foi infectado pelo vírus no exterior. Outro caso teve contato com uma pessoa que esteve no mesmo churrasco.

Ao todo, são seis casos em São Paulo, um no Rio de Janeiro, um no Espírito Santo e um na Bahia. Também há um paciente no Distrito Federal que aguarda o resultado de uma contraprova.

O primeiro caso brasileiro surgiu no dia 26 de fevereiro, em São Paulo - estado que tem o maior número de casos suspeitos no país.

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Comentários [ 14 ]

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    Renato Antonio Schultz

    ± 2 dias

    Creio eu que depende mais na consciência de cada cidadão brasileiro de tomar os cuidados e caso esteve ou entre em contacto com alguém contaminado ele mesmo se por em quarentena para evitar a contaminação, mas também não dá para esperar muito de brasileirinho que grita lula livre e coloca a culpa no governo em seus fracassos.

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    Ana Freut

    ± 2 dias

    Querer controlar esse vírus não é apenas burrice, é ilógico e irracional. No momento em que a China deixou o virus se espalhar em uma cidade de 11 milhões de habitantes, a cagada esta feita.

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    LUIZ MARTINS JR

    ± 2 dias

    Acredito que o Ministério Público deveria investigar indícios de desvio de finalidade, negligência e prevaricação nas ações, omissões e intenções do governo para "não" conter a epidemia de coronavirus intencionalmente, ao deixar claro que pretende precipitadamente abandonar a contenção (que já não vem fazendo mesmo) e passar a acompanhar somente os casos graves.

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    LUIZ MARTINS JR

    ± 2 dias

    Querem, desde o início, deixar o vírus correr solto, não fazer a prevenção primária para evitar de contrair a infecção, sem bloqueios, sem quarentena. Não querem identificar os casos e contatos, mas deixar a população à mercê e depois minimizar os danos fazendo somente a prevenção secundária (mais cara e com risco de vida), cuidando apenas dos internados e graves. Eu não concordo com essa política. Estou chocado com esse ministério fraco e com a política que privilegia a área econômica em detrimento da saúde e da proteção da população. Acho irresponsável, mesquinha e maquiavélica. Chega a ser um desvio de finalidade (deixa de proteger a saúde, deixa de vigiar os agravos) e prevaricação

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    Galileu Pizarro Marin Filho

    ± 2 dias

    Continuando...gostaria de saber se o Ministério da Saúde, reduzido à condição de pasta pelo digníssimo redator, concorda que "a pasta disse" "a pasta comentou", "a pasta afirmou". Se a pasta for dental ou explosiva como seria o texto dele?

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    Galileu Pizarro Marin Filho

    ± 2 dias

    Contrataram um estagiário do Estadão? Ele cita diretor da EBI e qual o destaque? Cuidados, previsões? Não. Ele escreveu: "(...) o Brasil tem lidado bem com a situação até agora. Mas ele acredita que o país não tem condições de lidar com número alto de doentes. “O Brasil tem lidado bem com o vírus (...). Talvez nós não tenhamos pessoas, hospitais, centros cirúrgicos, talvez não tenhamos leitos de UTI, álcool gel. (...) é a parte de colocar a mão na massa que está com problema, eu acredito”, diz. Tem que aguardar para ver”, completa." Entrevistou um burocrata, não um infectologista. Em suma, procurou o tel no Google, ligou pro cara, tascou no word e mandou.

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    Carlinhos

    ± 2 dias

    O governo está preocupado com o CORNO VIRUS,

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  • D

    Decio mango

    ± 2 dias

    Gracas ao caronavirus, acabou a dengue, a febre amarela, a zika o chicoungunha, a tuberculose,...agora o mundo vai acabar...eita

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  • P

    Pascoal

    ± 2 dias

    Tá tudo dominado, sem controle nos aeroportos, nas fronteiras secas, vamos rezar, pois, é o que nos resta....

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      Carlinhos

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      Decio mango

      ± 2 dias

      reza comunista..kk

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  • A

    ale

    ± 3 dias

    vai esperar o que todo mundo ja sabe? LIXO DE GOVERNO

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    Thomas

    ± 3 dias

    Há pelo menos 1 ano surgiram as notícias do vírus. Mas parece que ele desceu numa nave espacial no final do ano passado. O regime comunista pode ter deliberadamente escondido a epidemia e fechado as fronteiras para criar pânico. Se houve má fé ou manipulação nunca saberemos, pois vindo de um regime comunista é possível também que tenha sido absoluta incompetência. No Brasil as autoridades começaram a se mexer só depois do carnaval. Agora sim, há pânico. Se pelo menos diminuíssem os impactos esclarecendo a população antecipadamente, nada disso aconteceria. Idosos e pessoas com doenças crônicas devem ter cuidado redobrado, os demais lavar as mãos e carregar um lenço para tossir.

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  • H

    HENRIQUE

    ± 3 dias

    Não há controle algum na entrada dos aeroportos. Precisa do que pra começar a agilizar? Daqui a pouco no sul do Brasil começa o inverno e daí quero ver correr atrás.

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