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CPI do Crime Organizado pode revelar “caixa preta” de empresa de Toffoli

Toffoli
O ministro Dias Toffoli, do STF. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

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No programa Última Análise desta quarta-feira (25), o convidados falaram a respeito da quebra de sigilo da empresa Maridt Participações, pela qual o ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), teria recebido pagamentos derivados do Banco Master. Agora, a empresa deverá fornecer informações para a investigação no âmbito da CPI do Crime Organizado e terá sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático quebrados.

A cientista política Júlia Lucy elogiou o trabalho feito pelo Congresso Nacional. "A CPI do Crime Organizado mal começou e já traz uma grande vitória. É a prova de que o Legislativo pode atuar ao lado do povo, sobretudo fiscalizando. E a quebra do sigilo vai revelar muita coisa", ela celebrou.

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do banco, deverá prestar depoimento, junto com o próprio Toffoli. Foram aprovados convites, ainda, para ouvir o ministro Alexandre de Moraes e sua esposa, Viviane Barci – nesta modalidade, no entanto, os citados não são obrigados a comparecer à comissão.

"Hoje é um dia para comemorar e, ainda que não tenhamos chegado ao final, estamos no caminho dele. Estamos lutando há tanto tempo pelo impeachment dos ministros e nunca estivemos tão perto. Quando abrirmos esta caixa preta da Maridt, vamos descobrir o que Toffoli estava escondendo", diz o ex-procurador Deltan Dallagnol.

Lulinha envolvido em delação

Segundo reportagem do jornal Metrópoles, há negociação em andamento para uma delação premiada envolvendo dois servidores do INSS: Virgílio Oliveira Filho e André Fidelis. Eles estão presos desde novembro de 2025, investigados pela Operação Sem Desconto, da Polícia Federal. Em troca de diminuição de pena, eles entregariam Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, o filho de Lula, que teria recebido pagamentos ilegais da autarquia.

"Há várias motivações para pessoas consideradas 'peixe pequeno' nas investigações se movimentarem para entregar peixes maiores, para que não sobre apenas para elas. E então vira um dominó. Cai o primeiro, o segundo, assimcomo aconteceu na Lava Jato", diz o escritor Francisco Escorsim.

A defesa de Lulinha emitiu uma nota em que trata como “factoides” as informações sobre o envolvimento dele na farra do INSS. Além disso, afirma que pediu ao Supremo para ter acesso à investigação.

Segundo Dallagnol, é preciso lembrar que delação não é um ponto de chegada, mas de partida. Assim, este acordo poderia abrir caminho para outras investigações. "Qual é a influência que Lulinha tem para fazer parte de um grande esquema de corrupção envolvendo pessoas do INSS, a ponto de receber mesadas milionárias? Isso arrasta o governo Lula para um grande escândalo", ele explica.

O programa Última Análise faz parte do conteúdo jornalístico ao vivo da Gazeta do Povo, no YouTube. O horário de exibição é das 19h às 20h30, de segunda a sexta-feira. A proposta é discutir de forma racional, aprofundada e respeitosa alguns dos temas desafiadores para os rumos do país.

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