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Nota oficial conjunta

Defesa diz que ministro da pasta é único representante político das Forças Armadas

    • Estadão Conteúdo
    • 14/11/2020 15:10
    azevedo
    O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, participa de coletiva de imprensa no Palácio do Planalto| Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

    O ministro da Defesa, Fernando Azevedo, e os comandantes da Marinha, Exército e Aeronáutica divulgaram neste sábado (14) uma nota oficial conjunta em que tentam superar, no meio político e entre os militares, a avaliação de que há um descolamento e uma tensão entre o presidente Jair Bolsonaro e o comando das Forças Armadas.

    O texto destaca "a característica fundamental das Forças Armadas como instituições de Estado", diz que isso "em nada destoa do entendimento do governo e do Presidente da República" e ressalta que o "apreço" do presidente pelas Forças é "correspondido".

    O documento, assinado pela cúpula das três Forças e o ministro, fecha uma semana marcada por declarações do comandante do Exército, Edson Leal Pujol, que buscaram distanciar as Forças Armadas de disputas no governo e deixar claro que elas não têm interesse em participar da política.

    "Não queremos fazer parte da política governamental ou do Congresso Nacional e muito menos queremos que a política entre em nossos quartéis", disse Pujol na quinta-feira durante evento do Instituto para Reforma das Relações entre Estado e Empresa, do qual participaram os ex-ministros da Defesa Raul Jungmann e do Gabinete de Segurança Institucional general Sérgio Etchegoyen.

    O governo Bolsonaro tem forte presença militar em várias áreas, inclusive na articulação política com o Congresso, tarefa executada pelo general Luiz Ramos. À frente da Saúde, que coordena as ações contra a pandemia do novo coronavírus, também está outro militar, o general Eduardo Pazuello.

    Na sexta-feira, Pujol voltou a se manifestar em um seminário organizado pela Escola Superior de Guerra. "Somos instituições de Estado, não somos instituição de governo, não temos partido. Nosso partido é o Brasil", disse. "Independente de mudanças ou permanência de um determinado governo por um período longo, as Forças Armadas cuidam da Nação. São instituições permanentes, não mudamos a cada quatro anos a nossa maneira de pensar e como cumprir nossas missões".

    Ainda ontem, depois da nova manifestação de Pujol, Bolsonaro sentiu necessidade de lembrar que fora ele quem nomeara Pujol para o cargo em uma espécie de "chamado de unidade" às fileiras. Bolsonaro escreveu nas redes sociais: "A afirmação do General Edson Leal Pujol (escolhido por mim para Comandante do Exército) que 'militares não querem fazer parte da política', vem exatamente ao encontro do que penso sobre o papel das Forças Armadas no cenário nacional".

    O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, também reforçou esse entendimento. "Política não pode estar dentro do quartel. Se entra política pela porta da frente, a disciplina e a hierarquia saem pela dos fundos. O comandante do Exército coloca claramente o que é a nossa posição", destacou Mourão ao falar com jornalistas na portaria da Vice-Presidência no Palácio do Planalto na tarde de ontem. Segundo ele, as Forças Armadas sofreram, antes de 1964, com uma politização "que só serviu para causar divisão".

    O general Mourão e o capitão Bolsonaro têm se estranhado nas últimas semanas. Bolsonaro não aceita que o vice omita opiniões, não aprova sua relação com a imprensa, com atores políticos, como o ex-ministro Sérgio Moro, com quem rompeu, o que tem causado o estranhamento entre eles a ponto de o presidente dizer publicamente que não fala com seu vice sobre "qualquer assunto".

    Para três oficiais generais ouvidos pelo Estadão – dois generais e um brigadeiro –, a reação de Bolsonaro demonstra um mal-estar. Um deles creditou o problema às pessoas próximas do presidente que apagam incêndio com gasolina. Seriam integrantes do Planalto que estariam intrigando o presidente com Pujol, sugerindo que as falas do general – que só havia afirmado o óbvio – seriam um recado à Bolsonaro ou que Pujol estaria querendo aparecer. Exploram o notório ciúmes que Bolsonaro tem de ver seus auxiliares retratados na imprensa.

    Na nota deste sábado, a Defesa reforça que, quando os comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica se manifestam, "sempre falam em termos institucionais, sobre as atividades e as necessidades de preparo e emprego das suas Forças, que estão voltadas exclusivamente para as missões definidas pela Constituição Federal e Leis Complementares".

    No entanto, o texto de hoje foi visto no meio político como uma forma de o ministro da Defesa, Fernando Azevedo, desautorizar Pujol e deixar claro que quem responde pelas Forças Armadas é ele. "O único representante político das Forças Armadas, como integrante do governo, é o Ministro da Defesa", cita um dos pontos da nota.

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    Comentários [ 7 ]

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    • L

      Luiz Alberto

      ± 9 horas

      O presidente Bolsonaro é mestre na arte de criar problemas para si mesmo. E o país e seus problemas, onde ficam?

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      • J

        J. Neto

        ± 14 horas

        O Gal Pujol está certíssimo! Tem que acabar essa falta de respeito aos generais. Onde é que nós estamos? Acho que todos os generais da ativa deveriam voltar urgente para os quartéis! Gal Pujol, fique de olho! HIERARQUIA E DISCIPLINA! “Enverga, mas não quebra “.

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        • S

          Stanislau Surek

          ± 21 horas

          E o contribuinte, que paga todo mundo que fica dando recadinho, quer que o país vá em frente e não para os extremos.

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          • E

            Erico

            ± 21 horas

            “ Bolsonaro não aceita que o vice omita opiniões, não aprova sua relação com a imprensa, com atores políticos, como o ex-ministro Sérgio Moro, com quem rompeu”......... bla bla bla OMITA ou EMITA ???!! Quem escreveu? O estagiário?????? A quem interessa ? Qual a finalidade dessa discussão? Presidente e Vice EMITEM a mesma opinião, e a gazeta procura achar pelo em ovo.

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            • M

              Montenegro

              ± 22 horas

              Os generais foram claríssimos em suas declarações: Para eles quem estiver no poder é quem manda, contanto que não mexa com eles. Assim sendo, o congresso nacional pode criar leis para proteger corruptos e saqueadores do erário público; eles podem, foram eleitos prometendo coisas bem diferentes mas, tudo bem. O STF pode censurar e prender o cidadão pelo crime de opinião; tudo bem. Amanhã quando partidos antidemocráticos chegarem ao poder pela mentira e pela fraude também estará tudo bem. O Brasil pode até virar uma Venezuela, contanto que não envolvam as forças armadas. Tá tudo bem. Eles não se envolvem com política.

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              1 Respostas
              • I

                IvoHM

                ± 3 horas

                Só no cotovelinho.

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            • J

              Joaquim

              ± 22 horas

              A política entra em qualquer lugar. Afinal todos são obrigados a votar. Quem é obrigado a votar também é obrigado a participar da política. Lógico que é importante participar da boa política. As Forças Armadas são obrigadas a obedecer o Presidente da República Federativa do Brasil.

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