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A defesa de Jair Bolsonaro (PL) pediu nesta quinta-feira (2) autorização para que o irmão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) atue como cuidador do ex-presidente durante a prisão domiciliar.
A solicitação foi enviada ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Carlos Eduardo Antunes Torres, irmão de criação de Michelle, é descrito como uma “pessoa de confiança da família”, que já exerceu a atividade de acompanhante de Bolsonaro.
A defesa argumenta que a saúde do ex-presidente “é delicada diante do quadro de múltiplas comorbidades e o risco de mal súbitos como o que levou o ex-presidente a ser internado com pneumonia”.
Por isso, segundo a petição, ele precisa de auxílio irrestrito e constante e deve permanecer em repouso absoluto.
No documento, os advogados explicam que Michelle “tem compromissos que demandam sua ausência da residência, ao mesmo tempo em que a filha e a enteada do ex-presidente possuem atividades escolares e profissionais que ocupam grande parte de seu tempo”.
"Não por outra razão, a Sra. Michele já contou com a ajuda do Sr. Carlos Eduardo Antunes Torres, seu irmão de criação (filho de sua madrasta) em outros momentos em que o acompanhamento de seu esposo se fez necessário", afirmou a defesa.
Moraes permitiu que Bolsonaro conviva de forma irrestrita e sem necessidade de autorização prévia com sua esposa, sua filha, Laura, e sua enteada, Letícia, que residem na mesma casa. Os demais filhos e parentes do ex-presidente precisam de autorização para vê-lo.
Os advogados pedem autorização para que o irmão de Michelle esteja presente na residência sempre que necessário, independentemente de autorização prévia da Justiça.








